Amapá
Empresa privada espanhola Isolux pede socorro a Eletrobras para acabar com o apagão no Amapá.
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Operários realizam manuteção de linhas de tramissão. | Fernando C. Vieira

Desde a última terça feira, mais de 700 mil pessoas de 13 municípios do estado do Amapá, estado que tem apenas 16 municípios, sofrem a com a falta de energia elétrica. O apagão foi causado por um incêndio numa subestação de energia na capital Macapá. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) denuncia a empresa privada espanhola Isolux que opera a distribuição de energia no estado de não adotar as medidas necessárias para reestabelecer o fornecimento de energia no estado.

Desde a última terça feira, mais de 700 mil pessoas de 13 municípios do estado do Amapá, estado que tem apenas 16 municípios, sofrem a com a falta de energia elétrica. O apagão foi causado por um incêndio numa subestação de energia na capital Macapá. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) denuncia a empresa privada espanhola Isolux que opera a distribuição de energia no estado de não adotar as medidas necessárias para reestabelecer o fornecimento de energia no estado.

Segundo o diretor do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão (STIU/MA), Wellington Diniz, a empresa espanhola que opera a concessionária Linhas do Macapá, tem histórico de maus serviços prestados em outros países e chegou a dá um prejuízo de US$ 476 milhões ao estado norte-americano de Indiana. Esta empresa multinacional que só tem o objetivo de obter lucro através a exploração do trabalho mau pago e prestar um serviço de péssima qualidade recorreu ao auxílio dos trabalhadores da Eletrobras, que estão atuando para solucionar o problema.

Wellington, que também é funcionário da Eletrobras adverte: “O que acontece no Amapá pode acontecer em outros lugares. Bolsonaro e seu ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque vêm dizendo que a Eletrobras não tem capacidade de investimento, e apostam na privatização, só que na hora em que acontece um acidente como este são os técnicos da Eletrobras que são convocados para prestarem socorro à empresa internacional porque ela não tem capacidade para resolver o problema”.

A própria Isolux admitiu por meio de um diretor que a empresa não tem capacidade técnica, nem trabalhadores em números suficientes para manutenção. O presidente do Sindicato dos Urbanitários do Amapá (STIU-AP), Jedilson Santa Bárbara de Oliveira, informou que o quadro de pessoal da Eletronorte no estado foi reduzido em 50% desde 2007, “um desmonte” afirma.

A Eletrobras trouxe oito técnicos de outros estados para ajudar nos reparos, são profissionais de carreira da estatal com muitos anos de experiências e prestes a se aposentarem. São estas pessoas que se identificam com a empresa pública por terem dedicado a ela, suas vidas e se orgulham do serviço que fazem, por isso mesmo o fazem com tanta paixão e competência. São “os inimigos” em cujos bolsos, o Ministro Paulo Guedes colocou granadas.

Ai está portanto, a demonstração do engodo que é o discurso neoliberal do “Estado Mínimo”. A privatização destrói as empresas públicas, extermina a identificação dos empregado com a empresa, degrada a qualidade dos serviços prestados e quando tudo dá errado recorre aos cofre públicos por socorro.

A doutrina neoliberal faz sua propaganda no discurso da redução do Estado, o que chamam de “Estado Mínimo”. Segundo esta doutrina, um Estado reduzido é mais fácil de administrar, que pode concentrar esforços em áreas realmente importantes e principalmente, reduzia ocorrência a horrenda e famigerada corrupção do setor público. Vejamos na prática os efeitos da redução do Estado, com o a apagão que acomete a população do estado do Amapá, onde o fornecimento de energia foi privatizado.

Muitas estatais do povo brasileiro estão ameaçadas de privatização, empresas como a Eletrobras, cuja competência dispensa comentários, como os Correios, único ente público presente em todos os municípios da União, como a Petrobras, gigante em tamanho e líder em tecnologia, como o Serpro que é modelo no mundo em sistemas de informática que estruturam a administração pública e muitas outras.

Nesse momento é necessário uma ampla campanha de defesa das empresas públicas brasileiras, além de reverter as privatizações criminosas que só trouxeram prejuízos para o Estado e transtornos para a população.

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