Estado da Geórgia
Os eleitores na Geórgia enfrentam longas filas e até 10 horas de esperar para votar. A ideia da burguesia é dificultar que a população exerça o direito de voto.
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Longas filas para votar nos Estados Unidos. | Foto: Reprodução

As eleições antecipadas tiveram início em diversos Estados nos Estados Unidos. No primeiro dia de voto na Georgia, na última segunda-feira (12), pessoas enfrentaram longas filas e esperas de até 10 horas para poderem exercer o direito de voto. No condado de Cobb, perto de Atlanta, os votantes tiveram que esperar mais de 6 horas de pé em fila. Em termos nacionais, mais de 9,4 milhões de americanos já votaram antecipadamente.

A burguesia tem colocado uma série de obstáculos para impedir que a população exerça o direito democrático de votar. Recentemente, entrou em discussão a questão do voto por correio, o que demonstra o nível de rebaixamento do que se convencionou chamar de democracia nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump (Partido Republicano) protestou contra o voto por correio, e alegou que isso caracterizaria uma possibilidade de fraude eleitoral para favorecer seu adversário Joe Biden (Partido Democrata).

O sistema eleitoral americano, o mais antidemocrático do mundo, aprofunda suas características ditatoriais. É importante destacar que o sistema eleitoral distrital vigente no país e o sistema de financiamento das campanhas políticas conduzem ao bipartidarismo forçado e ao controle do processo pelos bilionários, que praticamente monopolizam as instituições representativas do Estado. Com mais de cento e cinquenta partidos políticos, somente dois deles conseguem se expressar eleitoralmente, o Partido Democrata e o Partido Republicano, ambos controlados diretamente por diversos setores da burguesia. O bipartidarismo vigora há séculos nos EUA.

O voto indireto é outra aberração que demonstra o quão antidemocrático é o sistema eleitoral dos Estados Unidos. A legislação eleitoral, o sistema político, a forma de computação dos votos entre os Estados, tudo isso permite a distorção total da representação política da população. Sob a máscara de uma democracia, esconde-se a dominação política da burguesia imperialista mais poderosa e rica do mundo, isto é, o capital financeiro.

A crise capitalista mundial e os efeitos catastróficos sobre as condições de vida da população colocam a possibilidade da situação sair do controle. Como uma força de prevenir isso, a burguesia age para fraudar o processo eleitoral, até mesmo colocando obstáculos para dificultar que os cidadãos exerçam o direito de voto. Esse é o objetivo das longas filas verificadas na Geórgia.

A decadência dos Estados Unidos aponta para uma tendência de conjunto dos regimes democráticos-parlamentares. Para manter sua dominação de classe, a burguesia está disposta até mesmo a fraudar o sistema que ela diz ser o melhor para o conjunto da humanidade. Tudo para impedir que o povo expresse legitimamente sua vontade, que vai na contramão dos interesses econômicos da burguesia.

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