Eleições EUA
Apesar de todo o investimento do imperialismo para que Biden vencesse Trump, a manobra se mostrou um completo fiasco com uma diferença de votos muito apertada
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Biden e Trump, principais candidatos à presidência nos EUA | Foto: Reprodução

As eleições dos EUA ainda não foram completamente definidas, no entanto, podemos tirar algumas conclusões importantes do que acontece no principal país imperialista de todo o planeta. Apesar de todo o esforço da burguesia para fazer com que Joe Biden fosse eleito, a vitória que ainda não foi totalmente confirmada terá uma margem de diferença de votos muito apertada, o que demonstra a crise do regime político norte-americano no atual momento.

Apesar de um amplo setor da esquerda pequeno-burguesa, incluindo ai uma parcela significante da esquerda brasileira, apoiar a candidatura de Joe Biden por ver em Trump um mau maior, a verdade é que Joe Biden é justamente um político dos setores mais importantes do imperialismo dos EUA, justamente o setor mais perigoso para os países atrasados e responsável por gigantescos massacres e genocídios, como os iniciados durante o governo Bush (que apoia Biden apesar de ser do Partido Republicano) no Afeganistão e no Iraque e os iniciados durante o governo Obama, como a guerra na Síria, a invasão da Líbia e da Ucrânia.

Biden é apoiado pelos setores mais importantes da burguesia mundial, incluindo os banqueiros de Wall Street e os principais setores da imprensa burguesa imperialista, como a CNN, a BBC, a FOX e da burguesia das redes sociais mais importantes, como o Facebook e o Twitter. A imprensa burguesa se bastou a proteger completamente Biden, impedindo que escândalos com de abuso sexual contra 8 de suas secretárias viessem à tona, além de acusações como sua ligação com o golpe na Ucrânia, denunciados por Glenn Grennwald.

A mesma imprensa também chegou a censurar falas de Trump que acusavam as eleições de terem sido fraudadas. Já as redes sociais, além de fazerem o mesmo que a imprensa tradicional, também chegaram a excluir falas de Trump, além de apresentarem todos os seus comentários como contendo conteúdo potencialmente falso, como ocorreu no Twitter.

Acontece que, apesar de todo o investimento da burguesia, ainda assim uma grande parte da população norte-americana votou em Trump, gerando grandes dúvidas sobre o sistema eleitoral dos EUA. A burguesia tenta demonstrar Joe Biden como sendo um recordista no número geral de votos em toda a história dos Estados Unidos, no entanto, houve também um grande investimento para que as pessoas votassem, mesmo em meio a uma pandemia que foi a justificativa dada pela burguesia para que as eleições fossem adiadas em muitos países.

Prova disso foi a atuação do magnata Michael Bloomberg, que além de pagar 15 milhões de dólares em propaganda para Biden, chegou a pagar multas adquiridas por ex-presidiários após deixarem a prisão. Essas multas são um impedimento para que os presos exerçam seu direito ao voto, o que faz com que Bloomberg tenha comprado votos a favor de Biden.

Ainda assim, até esse momento, a diferença entre os votos não chegou aos 4 milhões até o final desta matéria.

Uma parcela dessa população, inclusive, acredita que sua vida possa ser bem pior sob um governo democrata como o de Joe Biden, já que esse setor é o principal propagandista da política neoliberal, enquanto Trump realizava uma política de proteção da economia nacional, o que, apesar de não ser algo progressista por se tratar da economia de um país imperialista que precisa sugar outros países para se manter, retarda um pouco o processo de rebaixamento geral dos salários de alguns setores dos trabalhadores.

Todo esse impasse nas eleições dos EUA deve ser comemorado por todos os oprimidos do planeta terra, pois indica uma grave crise no principal setor explorador de todo o planeta. Nesse sentido, é preciso que a esquerda brasileira não caia na ideia de que Donald Trump tenha que simplesmente aceitar a derrota e proteger as instituições “democráticas” norte-americanas, pois sua destruição pode significar a a libertação de todos os países oprimidos por ela.

Soma-se a tudo isso o fato de que as pesquisas norte-americanas que apontavam Joe Biden com um número de votos muito superior aos de Trump ficaram extremamente desacreditadas, já que a diferença real dos votos foi muito inferior ao que era apontado. O fato de que grande parte dos votos foi enviado pelos correios também coloca ainda mais em suspeição o resultado eleitoral.

Toda essa crise gerada também pode contribuir para que os trabalhadores partam para uma política própria nos EUA, abandonando as ilusões com o Partido Democrata e criando uma organização própria dos trabalhadores contra a burguesia imperialista.

Caso queira se aprofundar no assunto, assista à Análise Internacional na Causa Operária TV! A análise trata exatamente sobre o assunto das eleições norte-americanas sob um ponto de vista marxista com um dos melhores analistas políticos da atualidade, o companheiro e presidente do PCO, Rui Costa Pimenta.

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