Eleições norte-americanas: imperialismo se organiza para derrubar Trump

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No momento em que está sendo escrito este artigo, a apuração nacional dos votos nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, onde está se definindo novos parlamentares do congresso e do senado norte-americanos.

O momento tão esperado pelo partido Democrata, que perdeu as últimas eleições pelos republicanos, que colocaram Donald Trump no poder, um político da ala dissidente do imperialismo norte-americano. Para o setor mais tradicional do imperialismo, estas eleições podem ser definitivas ao que diz respeito ao governo de Donald Trump.

Até agora, durante todo o período em que governou o país, Trump foi alvo de uma dura campanha do imperialismo para enfraquecer o governo, e tirá-lo da presidência da república. Isso porque muitas das políticas por ele adotadas entram em contradição com a política da aliança financeira que apoiou a candidatura de Hillary Clinton em 2016.

Por isso, a campanha contra Trump e a perseguição política, ao estilo da lava-jato no Brasil, aos setores da direita alinhados com ele foi importante. No sentido, de levar adiante um processo para tirar Trump do poder, por meio de um impeachment, ou ao menos pressioná-lo a adotar uma política mais alinhada com o do capital financeiro.

Até antes das eleições, um impeachment de Donald Trump seria um fator de crise para o regime político norte-americano. Isso porque dentro do Partido Republicano, que é maioria no congresso, existe uma ala alinhada com a ala tradicional do imperialismo, que poderiam fazer parte do Partido Democrata e não faria nenhuma diferença.

O apoio existentes dos políticos republicanos ao impeachment de Trump, se colocados em prática no congresso, geraria uma crise muito grande no partido, gerando uma crise muito grande no sistema de ditadura partidária da “democracia” norte-americana.

E desta forma, as eleições de meio de mandato foram esperadas durante todo esse tempo para mudar a correlação de forças dentro das instâncias legislativas. O objetivo seria os democratas conseguirem maioria tanto no Congresso quanto no Senado para passar o impeachment sem rachar o Partido Republicano.

Entretanto, como estão demonstrando as apurações (e o que já será fato consumado quando este artigo for publicado) os Democratas conseguiram maioria apenas no Congresso, estando o Senado ainda na mão dos Republicanos.

De qualquer forma, nas duas instâncias do legislativo norte-americano a situação está bastante apertada. Os deputados democratas podem levar adiante o processo de impeachment no congresso, sem ter muita dificuldade, já que são maioria. Desta forma estariam pressionando o governo e aprofundando uma luta interna na burguesia estadunidense.

No Senado, o aperto nos resultados eleitorais, pode fazer com que o imperialismo utilize alguns vira-casacas republicanos para apoiar o impeachment do Presidente, que é do próprio partido. Ou mesmo, durante o decorrer do desenvolvimento político, alguns políticos republicanos podem migrar para o Partido Democrata e apoiar a proposta no Senado.

Então, fica explícita a crise da burguesia norte-americana e para saber o resultado destas eleições será preciso esperar e analisar o desenvolvimento da situação.