Do início ao fim uma farsa
As eleições já começam com um controle absoluto da direita; e sem mobilização continuará assim
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urna
Não há eleições no Brasil | Foto: reprodução

É nítido e certo que as eleições são uma fraude quando elas se passam no meio de um golpe de Estado. Não será diferente neste ano de 2020. Na verdade, a única previsão possível e a mais plausível é essas, devido ao nível de desenvolvimento do golpe de Estado e maior controle da burguesia e das oligarquias locais devido ao caráter mais regional das eleições municipal, é que essa eleição será ainda mais fraudulenta e um prato cheio para a direita golpista avançar no regime político, ao mesmo tempo que a esquerda retrocede e perde cada vez mais espaço. O papel das eleições de 2020 é colocar a esquerda do regime em um ostracismo do poder público.

As ilusões da esquerda no regime político golpista

Enquanto a direita lança seus dados sobre as eleições, a esquerda come os farelos que caem da mesa. É evidente que não há, de fato, eleições no Brasil. Elas servem apenas para dar uma legitimidade ao regime político da burguesia, hoje em dia um regime que é cada vez mais ditatorial e arbitrário depois do golpe de Estado que derrubou Dilma em 2016. O golpe deu uma lição para a esquerda, lição esta que ela pena em aprender. A lição não aprendida pela esquerda é simples: as eleições, para a esquerda, não valem nada; ao menos que, por de trás dela, se apresente como base um amplo movimento de massas para dar sustentação a um governo de esquerda, no marco do regime político antidemocrático que vivemos.

O problema maior é que a esquerda ligada ao regime político, aqueles setores mais pequeno-burgueses e oportunistas da esquerda, se mantém convictos de que as eleições, por si só, seriam uma saída para os trabalhadores; e se não o é para os trabalhadores, ao menos seria para eles.

Isso não se mostra verdade, afinal, no regime político da força a direita sempre encontrará seus meios para se ver livre, sem despedidas, da esquerda que por ventura ou por crise ocupar um espaço que essa direita almeja como seu. Na regra arbítrio, o golpe continua.

2016, 2018 e agora 2020: sinais de uma política de derrotas

No ano em que o imperialismo orquestrou, financiou e articulou um golpe contra toda população brasileira, houve eleições municipais. Eleições estas que parecia um oportunidade para derrubar o golpe recém imposto.  Muito se falava que essas eleições não existiriam. De fato, depois de quatro anos elas soam como se nunca tivessem existido. A esquerda, naquele momento, apoiou-se no regime, como de costume, referendando a primeira eleição fraudulento no marco de um novo regime político; regime este que não enxergaram e atualmente continua assim. Apenas algumas vozes denunciaram o golpe e a fraude, e claro que ficaram amordecidas no meio da campanha dos monopólios.

Dois anos seguintes, tivemos eleições que deram certo trabalho para a burguesia e o imperialismo. Após derrubarem um governo legítimo, era preciso impor um ilegítimo. Para isso, era necessário tirar qualquer possibilidade para a esquerda ganhar as eleições. E a única possibilidade para isso acontecer, que é vigente até hoje, era se Lula participasse das eleições. As vésperas dessas eleições, Lula foi preso através de um processo farsa, montado por uma operação que saia dos Estados Unidos para o Brasil, a atual moribunda Lava-Jato. Era um momento frutífero para botar o regime abaixo; mas a esquerda não se unificou por de trás de Lula e referendou a farsa, participou com seus candidatos sem popularidade, e a direita até tentou infiltrar um cavalo de troia no movimento (Ciro Gomes).

O resultado dessa política de participar a qualquer custo do grande jogo de cartas marcadas é visivelmente uma catástrofe, pois o nome desse resultado é Jair Bolsonaro, atual Presidente da República eleito pela fraude. Nesse nível de profundidade da crise política, o que esperar de diferente agora em 2020?

O monopólio de imprensa: uma mordaça sobre a esquerda

Além de tudo que já foi citado, a esquerda precisa ter forças políticas para combater um verdadeiro monstro, que é o mopólio da informação representado por grandes empresas financiadas diretamente pelo imperialismo e, ao mesmo tempo, parasitas do Estado, pois se mantém por concessões intocáveis e financiamentos também de ordem estatais, isto, públicos; dinheiro do povo. Essas aberrações cujo nome é Rede Globo, SBT, Band, RedeTV, Record, etc e são uma verdadeira mordaça nas eleições. Suprimem os debates políticos, censuram os candidatos opostos ao regime político e até mesmo os que tem opiniões alheias aos seus interesses e aos interesses de seus patrocinadores; em especial, o imperialismo mundial.

Além da campanha golpista, da campanha contra o PT, da campanha pela prisão de Lula, o apoio a Lava Jato, etc. o Partido da Causa Operária foi censurado pela Rede Globo da Bahia, controlada pelos Magalhães, por colocar suas palavras de ordem em um vídeo que foi pedido pela emissora.

Não dá para conviver com essa política de censura, uma esquerda minimamente democrática deveria exigir, em plena eleição e fora dela, o fim do privilégio que é uma dúzia de famílias controlarem toda informação consumida pela população. Pelo fim das concessões!

A frente ampla é uma política fracassada e de traição ao povo

Diante de toda farsa a esquerda mais arreigada ao regime tenta se salvar através de um pacto nacional, de uma política de alianças, com… a burguesia golpista. Melhor dizendo, com os políticos da burguesia golpista. É o caso de frações expressivas do PSOL, que inclusive se encontrou com o golpista Ciro Gomes nessa semana, e o PCdo B, que se encontra e tira fotos com direitistas todos os dias, sendo um dos maiores impulsionadores dessa política de frente ampla. Também se encontram aí setores da ala direita do PT, como caso do governador Rui Costa que se alia permanentemente ao ACM Neto e suas oligarquias.

Essa manobra deve ser repudiada e combatida, pois é a forma política da continuação do golpe de Estado; usar a esquerda para ressuscitar os cadáveres dos políticos da burguesia para depois ser novamente expulsa do poder político.

Unidade por Lula candidato e fora Bolsonaro! Abaixo o golpe!

Para concluir, essas eleições devem ser transformadas em tribunas de lutas, com duas palavras de ordem indissolúveis: Lula candidato e fora Bolsonaro. É preciso criar uma unidade, um núcleo político, das forças de esquerda, do movimento operário, do movimento de luta das massas e suas organizações em torno dessas duas palavras de ordem. É preciso um amplo movimento para derrubar Bolsonaro e colocar Lula nas eleições de 2022 para colocar o movimento dos trabalhadores da cidade e do campo em uma situação favorável ao dos golpistas. O resto é demagogia e capitulação.

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