Eleições na Alemanha demonstram desintegração do imperialismo europeu

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Como já havia sido explicado por este jornal, a totalidade do regime imperialista da Europa está em desintegração. Na Alemanha, a coisa não é diferente. O governo de Angela Merkel e seu partido, a Democracia Cristã (CDU, em alemão), está sofrendo a pior crise de sua história. Com um governo fraco, dando corda para a extrema-direita nazista, e precisando do apoio dos mais diversos partidos, como o Social-Democrata por exemplo, o governo está tão fraco que está cedendo totalmente aos setores mais direitistas da política alemã.

Nas eleições estaduais realizadas no domingo (14/10), o partido irmão da CDU, a CSU (social-cristão) perdeu a maioria no parlamento da Baviera, uma das regiões mais importantes do país, cuja capital, Munique, é extremamente importante na situação do país. O resultado das eleições pode afetar ainda mais a situação frágil da coalizão que sustenta a chanceler-federal, Angela Merkel. O resultado de 35% é o pior desde 1950, e significa que o partido perdeu a maioria absoluta que obtinha, quase sem interrupção, desde 1962. O governador da Baviera, Markus Söder declarou que “o resultado é doloroso”, mas que o objetivo agora é formar uma grande coalizão para o governo, com partidos de direita e da esquerda da burguesia, como o Partido Verde por exemplo, que atingiu quase 20% dos votos, tornando-se o segundo maior partido do estado.

Atrás do PV ficaram os Eleitores Livres com 11%, e logo atrás a Alternativa Para Alemanha (AfD, em alemão), partido fascista descendente do nazismo e de Hitler no país, atingiu os 10% no país, que ficou na frente do desmoralizado Partido Social-Democrata alemão, com menos de 10%, revelando a degeneração do regime político alemão. Na totalidade, os nazistas alemães conseguiram, nas últimas eleições estaduais, representantes em 15 dos 16 estados do país, demonstrando uma importante força que o partido tem assumido no país.

Percebe-se então a desintegração dos grandes partidos políticos da burguesia que tradicionalmente controlam as eleições. Além do crescimento da extrema-direita, o que deixa muito claro este fenômeno é a perda da maioria absoluta da CDU no estado da Baviera, depois de mais de 55 anos. O esfarelamento do imperialismo europeu é uma tendência geral que está ocorrendo, por isso é preciso ficar atento às crises que estão surgindo, pois a situação pode explodir de forma avassaladora.