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Germany's Chancellor Angela Merkel (C) reacts as she speaks with European Council President Donald Tusk (L) and Spain's Prime Minister Pedro Sanchez during an European Union leaders' summit focused on migration, Brexit and eurozone reforms on June 28, 2018 at the Europa building in Brussels.
The two-day meeting in Brussels is expected to be dominated by deep divisions over migration, with German Chancellor saying the issue could decide the fate of the bloc itself. / AFP PHOTO / Ludovic MARIN
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Como já havia sido explicado por este jornal, a totalidade do regime imperialista da Europa está em desintegração. Na Alemanha, a coisa não é diferente. O governo de Angela Merkel e seu partido, a Democracia Cristã (CDU, em alemão), está sofrendo a pior crise de sua história. Com um governo fraco, dando corda para a extrema-direita nazista, e precisando do apoio dos mais diversos partidos, como o Social-Democrata por exemplo, o governo está tão fraco que está cedendo totalmente aos setores mais direitistas da política alemã.

Nas eleições estaduais realizadas no domingo (14/10), o partido irmão da CDU, a CSU (social-cristão) perdeu a maioria no parlamento da Baviera, uma das regiões mais importantes do país, cuja capital, Munique, é extremamente importante na situação do país. O resultado das eleições pode afetar ainda mais a situação frágil da coalizão que sustenta a chanceler-federal, Angela Merkel. O resultado de 35% é o pior desde 1950, e significa que o partido perdeu a maioria absoluta que obtinha, quase sem interrupção, desde 1962. O governador da Baviera, Markus Söder declarou que “o resultado é doloroso”, mas que o objetivo agora é formar uma grande coalizão para o governo, com partidos de direita e da esquerda da burguesia, como o Partido Verde por exemplo, que atingiu quase 20% dos votos, tornando-se o segundo maior partido do estado.

Atrás do PV ficaram os Eleitores Livres com 11%, e logo atrás a Alternativa Para Alemanha (AfD, em alemão), partido fascista descendente do nazismo e de Hitler no país, atingiu os 10% no país, que ficou na frente do desmoralizado Partido Social-Democrata alemão, com menos de 10%, revelando a degeneração do regime político alemão. Na totalidade, os nazistas alemães conseguiram, nas últimas eleições estaduais, representantes em 15 dos 16 estados do país, demonstrando uma importante força que o partido tem assumido no país.

Percebe-se então a desintegração dos grandes partidos políticos da burguesia que tradicionalmente controlam as eleições. Além do crescimento da extrema-direita, o que deixa muito claro este fenômeno é a perda da maioria absoluta da CDU no estado da Baviera, depois de mais de 55 anos. O esfarelamento do imperialismo europeu é uma tendência geral que está ocorrendo, por isso é preciso ficar atento às crises que estão surgindo, pois a situação pode explodir de forma avassaladora.

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