Sem Lula é fraude
É necessário uma ampla campanha por Lula candidato em 2022
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Lula deve ser candidato, eleição sem Lula é fraude | Internet

A burguesia não gosta da política de Bolsonaro, não por um problema ideológico, mas fundamentalmente econômico. Há muitas declarações no sentido de que ele deveria colocar um freio nos gastos estatais. Alguns setores procuram apresentar opções sobre o modo como poderia ser feito o programa de Renda Mínima sem afetar o orçamento estatal, no entanto, a burguesia não quer saber de programa social para o povo.

Apesar disso, a burguesia não se sente com forças do ponto de vista político para uma ofensiva mais decida contra Bolsonaro.Essa situação pode ser vista nas eleições municipais.

Os candidatos bolsonaristas estão na frente em São Paulo e no Rio de Janeiro. A burguesia da frente ampla está em segundo. Mesmo com todo o recurso que essa burguesia tem, o aparato do monopólio da imprensa, ela tem muita dificuldade de emplacar seus candidatos.

A burguesia entende que qualquer tentativa de tirar Bolsonaro vai enfrentar uma resistência grande e eles não têm base de apoio para isso. Ao mesmo tempo, a burguesia sabe que não pode se apoiar na base social da esquerda pois o que vai acontecer é que vai perder o controle e a situação vai evoluir à esquerda.

Portanto, a direita tradicional está pressionada pelos dois lados. Precisa de uma política para enfrentar Bolsonaro, ou seja, levar adiante uma política mais acuradamente neoliberal, e, de outro, não pode se apoiar na população sob risco de perder o controle da situação.

Por isso, a ideia de que a burguesia e a direita tradicional vão conter Bolsonaro não tem fundamento. No máximo, eles vão tentar por meios institucionais e, se não conseguirem, vão acabar apoiando Bolsonaro. Entre o crescimento de um movimento à esquerda que pode ter consequências muito sérias para a burguesia e apoiar Bolsonaro, irão escolher a segunda opção.

As eleições nos EUA são um bom exemplo da manobra que a burguesia tenta fazer no Brasil. A burguesia norte-americana até o momento tem conseguido se reagrupar contra Trump, mas com muita dificuldades e crises. Ela conseguiu até agora levar a esquerda a reboque dessa política para apoiar um candidato direitista como Joe Biden.

A chave para entender o problema no Brasil está aí. A burguesia quer constituir uma espécie de candidatura Biden para retomar o controle do Estado mesmo não tendo nenhum tipo de apoio popular. O esforço da burguesia é a tentativa de se reerguer no tradicional esquema MDB-ARENA que depois se transformou em PMDB-PFL, depois PSDB-DEM, arrebanhando os partidos menores da burguesia.

Para que essa manobra seja bem sucedida, a burguesia se esforça para colocar Lula em segundo plano e colocar o eleitorado da esquerda para apoiar a burguesia contra a extrema-direita, usando Bolsonaro como espantalho para que os setores da esquerda corram para apoiar o candidato da direita tradicional. Os setores da esquerda estão atraídos por essa política que é a frente ampla na prática. Por isso a imprensa golpista faz tanta propaganda de Guilherme Boulos procurando destacá-lo em relação ao candidato do PT em São Paulo.

A única alternativa a esse golpe seria o desenvolvimento da polarização política pela política da esquerda. No entanto,um amplo setor dos dirigentes da esquerda não vê nenhuma possibilidade de uma política independente da burguesia.

A saída seria colocar em marcha um movimento de rua pelo fora Bolsonaro, levantando a bandeira de uma política independente. Mas a esquerda procura fazer de conta que essas alternativas não existem. Ao invés disso, nas eleições, a esquerda se oferece como administradora do Estado capitalista falido.

A esquerda fala em frente de esquerda, mas não há nenhuma frente de esquerda. O que há é uma frente com elementos direitistas em todo o País. A esquerda se desmancha nas eleições e está fazendo o jogo desses setores da frente ampla.

As eleições municipais aparecem como um grande elemento de confusão. O eixo da situação não se revela na eleição municipal, mas é uma preparação para uma manobra eleitoral para 2022.

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