Eleições em Mato Grosso: fraudadas como em todo o Brasil

urna

Da redação – É uma verdade escancarada, para a maior parte do povo brasileiro, que as “eleições” que acabam de ser realizadas foram uma total e completa fraude, uma tentativa de legitimar o golpe de Estado. É impossível esconder que sem uma vergonhosa ação fraudulenta, seria impossível eleger uma figura tão impopular como Jair Bolsonaro (PSL) ao cargo de presidente da República, cargo esse para o qual a esmagadora maioria do povo brasileiro queria eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso até a presente data sem qualquer prova e antes do trânsito em julgado.

No estado de Mato Grosso (MT) não foi diferente. O que ocorreu em terras mato-grossenses foi, inequivocamente, uma eleição-fraude. Para comprovar isso, podemos citar alguns dados. Para deputado federal todos os deputados “eleitos” são direitistas, com exceção de uma deputada petista: Rosa Neide. A grande maioria dos eleitos são desconhecidos da população. No caso dos deputados estaduais a mesma situação, com exceção dos petistas Valdir Barranco e Lúdio Cabral.

Quando falamos em senadores e governador, o cenário é ainda pior. Para senadores foram “eleitos”: Juíza Selma Arruda (PSL) e Jayme Campos (DEM), ambos notavelmente impopulares. A primeira é uma espécie de Sérgio Moro de Mato Grosso, supostamente perseguidora dos corruptos. Suas declarações, extremamente impopulares porquanto direitistas, são conhecidas por grande parte da população. Um exemplo disso é quando ela afirmou que os latifundiários deveriam matar todos os trabalhadores rurais sem-terra. O segundo, é o representante da família Campos, coronel conhecido principalmente na cidade de Várzea Grande, a qual sua família governa através de sua esposa e onde ele mesmo perdeu, demonstrando que se ele descuidar um pouco de sua terra, perde em casa.

Para governador ganhou o ex-prefeito de Cuiabá, a capital: Mauro Mendes (DEM), representante dos Campos nas eleições. Figura impopular, que angariou grande antipatia dos servidores municipais da capital mato-grossense. O que indica que será um governo ainda mais direitista do que o governo – já extremamente direitista e autoritário – do tucano Pedro Taques.

A população, notavelmente, não confere nenhuma legitimidade a essas eleições totalmente controladas pela direita golpista. No primeiro turno quase 25% do eleitorado de MT se absteve de votar. Segundo os dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral, 572.006 pessoas não votaram, totalizando (24,56%). No segundo turno, no qual foi “eleito” o novo presidente do golpe de Estado, a soma de abstenções, nulos e brancos foi superior a 31%.

Essas informações demonstram claramente o nível da fraude, sem o que essas figuras impopulares e grotescas não seriam eleitas. Foram “eleitas” porque são os representantes do golpe de Estado em eleições completamente controladas pelos golpistas. Não se deve, de forma alguma, legitimar tal resultado e é preciso opor aos ataques desses representantes do golpe a força da mobilização revolucionária das massas.