Eleições legislativas
Eleições em Israel: crise do aliado nº 1 do imperialismo na região
As eleições legislativas em Israel não tiveram um resultado promissor para o primeiro-ministro, fazendo com que ele procure união de governo com o adversário
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Eleições legislativas
Eleições em Israel: crise do aliado nº 1 do imperialismo na região
As eleições legislativas em Israel não tiveram um resultado promissor para o primeiro-ministro, fazendo com que ele procure união de governo com o adversário
Benny Gantz e seu adversário, Benjamin Netanyahu Foto: Gili Yaari, Yonatan Sindel/Flash90
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Benny Gantz e seu adversário, Benjamin Netanyahu Foto: Gili Yaari, Yonatan Sindel/Flash90

Nesta quinta-feira (19), Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel, país capacho do imperialismo estadunidense, tentou, através de um pedido ao seu adveersário, o ex-general Benny Gantz, propor um governo de coalização. Isso apenas dois dias após acontecerem as eleições legislativas, que terminara empatadas.

Ainda em um vídeo, Netanyahu afirmou: “Durante a campanha defendi a formação de um governo de direita. Infelizmente, os resultados das eleições mostram que não será possível. Por este motivo, a única opção é formar um governo de união, tão amplo quanto possível” Mesmo sendo provisório, o resultado das eleições legislativas mostram que o partido de Netanyahu, o Likud, alcançou apenas 32 cadeiras das 120 no Parlamento israelense, ao passo que Gantz e seu partido, Azul e Branco, alcançou 33.

Contudo, é impossível que qualquer uma das duas formações consigam alcançar as 61 cadeiras necessárias para selar um governo, nem mesmo com o apoio de aliados. Em outra mensagem ao povo israelense, Netanyahu se reporta ao seu adversário: “Benny, temos que colocar em prática um governo de união. O povo espera que assumamos nossas responsabilidades e cooperemos”

E completou: “Por isso que peço a você, Benny. Vamos nos reunir ainda hoje, a qualquer hora, impulsionar este processo que é urgente. Não temos o direito de caminhar para a terceira eleição. Sou contra. A agenda agora é um governo de união”. Essa busca incessante de Netanyahu por concretizar com Gantz uma união de governo, aponta para um cenário de crise da direita tradicional no governo de Israel, maior aliado do imperialismo no Oriente Médio.

Benny Gantz, horas depois de receber o recado do premiê, afirmou que almeja sim ser o primeiro-ministro de um próximo governo, com unidade nacional e que objetive acaba com o impasse político que está travando as negociações políticas do país.

O lider do partido Azul e Branco ainda afirmou que: “Os israelenses querem um governo de unidade (…). Vou formar esse governo comigo à frente. Vamos ouvir a todos, mas não aceitaremos que nos ditem as coisas”. Sua fala continua com uma leve cutucada ao resultado das eleições, onde Netanyahu não conseguiu a maioria das cadeiras: “O partido Azul e Branco venceu e no momento em que estou conversando com vocês, temos 33 cadeiras, enquanto Netanyahu não conseguiu a maioria para formar uma coalizão como esperava”

Isso mostra que Gantz não aceitará qualquer acordo, ou seja, somente uma proposta que possibilite a ele estar a frente do governo será aceita, muito provavelmente. Lembrando ainda que essas eleições somente aconteceram porque Netanyahu não conseguiu formar um governo de coalização para continuar sua política e o Parlamento acabou por ser dissolvido.