Eleições “democráticas”? Cargos legislativos só terão 4% de negros

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Além do retrocesso na composição do Congresso Nacional e das casas legislativas ao redor do país, com o aumento do número de elementos reacionários e fascistas, as eleições de 2018 revelaram que a representação da população negra continua muito aquém da proporcionalidade direta e não apresenta nenhuma expectativa de ser aprimorada.

De um total de 1.626 vagas ofertadas, apenas 65 pessoas autodeclaradas negras vão ocupar cadeiras em órgãos parlamentares nesta próxima legislatura, dentre senadores e deputados federais e estaduais. Nenhum chefe do Executivo, ou seja, nenhum governador eleito é negro. Considerando os que se autodeclaram pardos, o número avança para 444 eleitos. No entanto, durante as eleições, concorreram aos cargos políticos cerca de 13.000 candidatos negros ou pardos, número bem superior à quantidade dos que conseguiram ser eleitos, o que demonstra a dificuldade destes cidadãos alcançarem o poder e atuarem na defesa dos interesses de seus semelhantes.

Sabe-se que mais da metade da população brasileira é negra ou parda, e que esta parcela sofre diariamente com a discriminação e a constante opressão no mercado de trabalho e na sociedade em geral. O baixo número de parlamentares negros e pardos revela a fraude que são as eleições no Brasil, pois as vagas são reservadas para aqueles que não representam os interesses da maioria da população trabalhadora e oprimida do país.