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Com o aprofundamento do golpe, a polarização política se torna inevitável. Nas eleições deste ano, as manobras da direita se tornam ainda mais intensas e perceptíveis. A burguesia conta com um importante aparato: o monopólio da imprensa. Ela, que juntamente as redes de rádio, dedicam um espaço para transmissão das propagandas eleitorais, dividem o tempo de participação de cada candidato de acordo com seus interesses e a altos custos.

A propaganda eleitoral, que deve iniciar na televisão e no rádio no dia 1º de setembro, até 4 de outubro, terá a divisão de tempo da seguinte forma: serão dois blocos de 12 minutos e 20 segundos cada, em dois horários diferentes. O tempo que cada partido tem para expor seu programa é diferente. A direita possui candidatos cuja média chega há 5 minutos e meio, enquanto a esquerda mal chega a 2 minutos de campanha. Tal disparidade deixa claro quem que a burguesia quer que apareça. Os candidatos à presidência terão seus programas apresentados nas terças, quintas e sábados.

Geraldo Alckmin (PSDB) lidera o tempo de propaganda. Ele, que é financiado por investimentos milionários dos imperialistas, terá 5 minutos e 32 segundos destinados para que ele apresente suas propostas, que são contrárias aos interesses da classe trabalhadora. Já o líder das pesquisas, o candidato do povo, Lula, terá 2 minutos e 23 segundos para campanha. Além da desigualdade, no que se refere ao tempo, o monopólio da imprensa burguesa exclui o candidato líder da esquerda dos debates políticos. Além de vetar a possibilidade do presidenciável em expor seu programa, dia após dia inventa novos esquemas de corrupção, com o objetivo de criminaliza-lo e afastá-lo das eleições.

As redes sociais também cumprem um papel grande de agitação e propaganda. Alguns partidos apostam nessa ferramenta para conseguir expor seus candidatos, atingindo grande número de pessoas. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) aposta na campanha online, como forma de propagar suas asneiras. Ele é um dos presidenciáveis com maior número de páginas (83) nas mídias. Segundo os representantes do seu partido, essa é uma das formas dele se expor, uma vez que são apenas 8 segundos que Bolsonaro possuirá na televisão.

Todavia as redes sociais também estão, cada vez mais, cerceando a liberdade de expressão. A censura, que começou com a exclusão de páginas do Movimento Brasil Livre (MBL) foi um pretexto para atacar a esquerda. Seja através do bloqueio de contas, com a desculpa de ser conteúdo impróprio, ou de publicações, com a falsa alegação das fake news.

É preciso de uma ampla denúncia da fraude eleitoral deste ano. O único candidato que o povo realmente quer na presidência é Lula. Com sua candidatura ameaçada, apenas a mobilização popular garantirá a concorrência do presidenciável, que, atualmente, é um preso político no regime ditatorial imposto pela direita. O maior líder de massas da América Latina também é o único capaz de barrar o curso do golpe.

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