Eleição no Conselho do Postal Saúde serve para legitimar ainda mais a destruição do plano de saúde dos Correios

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Os sindicalistas do Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e diretoria do Sintect-MG – LPS) que assinaram um “cheque em branco” no acordo coletivo de 2017/2018 para que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) pudesse impor mensalidades no plano de saúde dos trabalhadores dos Correios, estão agora em campanha eleitoral para conseguir uma vaga no Conselho Deliberativo do Postal Saúde,  ajudando assim a ECT legitimar a privatização do plano da categoria.

A Postal Saúde foi criada justamente para retirar dos trabalhadores o controle do plano de saúde dos Correios, que antes funcionava na própria empresa, através dos Correios Saúde. Os trabalhadores dos Correios realizaram em 2014 uma greve de 43 dias para impedir que fosse legalizado a Postal Saúde, uma espécie de privatização do plano de Saúde da categoria.

Com a derrota da greve e a implantação da Postal Saúde, o plano de saúde dos Correios começaram aprofundar seus problemas, como o cancelamento de convênios de médicos e hospitais, além do fato de aumentar a burocracia para utilização do plano.

Em seguida, os golpistas da direção da ECT apresentaram aos trabalhadores uma proposta indecente de cobranças de mensalidades, que acabou novamente no TST, após greve de quase 20 dias realizada pelos trabalhadores. Então o Bando dos Quatro, que controla o movimento sindical dos Correios, orientou os trabalhadores encerrar a greve, aceitando um acordo que dizia que a questão do plano de saúde ficaria para ser definido pelos ministros golpistas do TST, dando carta branca para que os inimigos dos trabalhadores pudessem estabelecer a mensalidade no plano de saúde sem greve na categoria, sem resistência, uma verdadeira traição.

Em troca da traição, os ministros do TST concederam a burocracia sindical dos Correios, ligada ao Bando dos Quatro o direito de escrever chapas nas eleições do Conselho Deliberativo do Postal Saúde, concorrendo a duas vagas.

Após a introdução de mensalidades no plano de saúde, que chega a onerar em R$ 500,00 (Quinhentos reais) salários de trabalhadores que recebem R$ 2.000,00 (Dois mil reais), a direção da ECT está fazendo o pagamento da traição com a abertura da eleição do Postal Saúde, que será feita via on line, entre os dias 18 a 25 de março.

Foram inscritas 12 chapas para essa eleição, a maioria delas de sindicalistas que estiveram presente e apoiaram a decisão dos sindicalistas do  Bando dos Quatro (PT, PCdoB, PSTU e diretoria do Sintect-MG – LPS) de assinar o acordo que retirou da greve e da luta dos trabalhadores  o destino do plano de saúde da categoria,  entregando-a  para os ministros golpistas TST, assinando um cheque em branco.

Além do fato de que as eleições são completamente controlada pela direção golpista da ECT, já que a votação é realizada via on line,  sob a direção dos Correios, a eleição também não é para que os trabalhadores controle a entidade, mesmo que se algum trabalhador fosse eleito nesse esquema fraudulento de eleição, os trabalhadores não teriam poder de voto em nada, serviriam apenas avalizar as decisões que já estão sendo tomadas pelos controladores da Postal Saúde.

Diante disso, os trabalhadores devem boicotar as eleições, denunciar os sindicalistas traidores que estão atrás de uma vaga na Postal Saúde para ganhar um jeton, em troca de legalizar a privatização total do plano de saúde da categoria dos Correios.

É necessário mobilizar os trabalhadores para derrotar a privatização do plano, exigindo o fim da Postal Saúde, e retorno dos Correios Saúde, sob o controle dos trabalhadores.

Isso passa necessariamente pela formação de comitês de luta contra o golpe dentro dos Correios, levantando a palavra de ordem de Fora Bolsonaro e todos os golpistas, pela Liberdade de Lula!