Eleição dos militares: fraude coloca 73 “capangas da burguesia” no legislativo

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Da redação – Mais uma etapa do golpe de estado foi completada com o fim do primeiro turno das eleições e a oficialização de diversos candidatos golpistas. Dentro esses, preocupa a classe operária o número de policiais e militares eleitos para o Legislativo, que pulou de 18 para 73 na comparação dos resultados das eleições de 2014 e 2018, segundo os dados do TSE golpista.

Os números são quatro vezes maiores do que as últimas eleições, o que liga um sinal de alerta para a população mais carente que sempre sofreu nas mãos das organizações armadas da burguesia, e que, agora, após os militares do Alto Comando golpista ocuparem o executivo, judiciário, invadem em peso o legislativo.

Eleitos para as Assembleias, para a Câmara dos Deputados e para o Senado, como este diário alertou que aconteceria, é uma fraude total, principalmente se analisarmos algumas vitórias desses militares contra candidatos extremamente populares que foram derrotados para números que não tem base real alguma.

Dos 73 policiais e militares eleitos neste ano, 43 (ou 58,9%) estão filiados ao PSL, partido do candidato a presidente Jair Bolsonaro. Entre eles estão Helio Negão, deputado federal mais bem votado no Rio de Janeiro, e Tenente Coronel Zucco, eleito deputado estadual pelo Rio Grande do Sul. Alguns militares não foram contabilizados nestes números pois se registraram de outras formas, como é o caso do senador Major Olimpio (PSL-SP), que não foi considerado nesse levantamento que contem apenas bombeiros, policiais militares, civis e militares das forças armadas – ele foi declarado com a profissão “político”.

Vivemos dentro de um golpe onde essas forças armadas do Estado Burguês, principalmente nos estados onde a direita organizou as “bancadas da bala” e “ruralistas”, caça os trabalhadores, ameaçando famílias inteiras, torturando, por exemplo, como vimos no caso da Chacina de Pau D’Árco (PI), onde, policiais civis, militares, junto com soldados do exército, foram contratados por fazendeiros para torturar friamente e assassinar 20 sem-terras que lutavam por terra e dignidade. 

É preciso denunciar a fraude total dessas eleições que colocaram grande parte da extrema-direita no Congresso.