Ela fez de novo: veja o “Viva a Lava Jato” 2 de Luciana Genro

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Em recente artigo publicado em sua página na internet, a ex-deputada pelo PSOL, Luciana Genro, voltou a defender publicamente a operação Lava Jato.

Com o sugestivo título “O foro privilegiado é um desaforo!”, Genro, em nome do “combate à corrupção”, defende agora a imediata ação da operação jurídico-policial que foi montada para destruir a esquerda e seus principais dirigentes como medidas para prender “a outra banda podre do país”, os políticos dos partidos burgueses, como o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que perdeu o foro privilegiado ao renunciar ao cargo para concorrer à presidente nas eleições de outubro.

Ao se referir à justiça, declarou: “Por isso é fundamental a pressão política sobre estes casos envolvendo figuras do PSDB. A força-tarefa da Lava Jato já solicitou que as investigações que envolvem o tucano no STJ passem para a primeira instância”.

Além de outros políticos do PSDB, Luciana Genro não poderia deixar de lado o PMDB. “O cerco [da Lava Jato] se fecha também contra Michel Temer. Ele é o grande líder do quadrilhão do PMDB, ao lado de Eliseu Padilha”, entre outros.

Tendo como eixo a denúncia do foro privilegiado, a dirigente gaúcha do Psol alardeia a necessidade de sua extinção para que a justiça inquisitorial e golpista brasileira a serviço do imperialismo norte-americano estenda para os demais partidos do regime político a perseguição que existe contra o PT.

Em outras palavras, a ex-deputada reforça a defesa de que não há um golpe de Estado em curso no país, mas, muito pelo contrário, um alvorecer da consciência política da população contra a corrupção: “A população não aguenta mais ver seus direitos sendo atacados enquanto uma casta permanece imune e utiliza seus privilégios para se proteger e garantir sobrevida a um sistema em ruínas”.

O interessante desse artigo é que ele vai bem de encontro a um outro divulgado no site “Viomundo”, onde a também advogada Luciana Genro, pretensamente faz um mea-culpa da política do seu agrupamento político e defende a “liberdade para Lula”.

Na realidade é uma absoluta hipocrisia. No próprio artigo ela reforça a corrupção de Lula e do PT em oposição ao papel progressista de Moro e da Lava Jato: “ A Lava Jato, e a necessidade de estancar a sangria, foi a pá de cal no projeto lulopetista de conciliação de classes”.

O que o grupo político de Genro faz é apenas um jogo de cena para não aparecer tão vinculada à direita como seu irmão de sangue o PSTU. “Como prender só o Lula se todos os corruptos estão soltos? Quem sabe, com o fim do foro privilegiado? Se todos os corruptos e corruptores estiverem presos, aí sim, faço as pazes como meu irmão”.

Luciana Genro e seu grupo nada mais são do que apoiadores medíocres do imperialismo e a sua operação “mãos limpas” brasileira. Genro chega a se regozijar, em nome do combate à corrupção, com a política que destruiu o Estado do Rio de Janeiro e que tem como maior propósito privatizar a Petrobrás e destruir toda a indústria nacional que cresceu em torno dela.

“Embora a Lava Jato tenha conseguido desmantelar a máfia do PMDB no Rio de Janeiro, em nível nacional seus resultados são bem modestos”.

A política do agrupamento de Genro em nada mudou, apenas se travestiu:  “viva a Lava Jato! Prisão para todos os corruptos”!