El Salvador: aonde a direita quer chegar nos ataques às mulheres

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Em setembro de 2017 mais uma mulher foi presa após praticar aborto em El Salvador. Jasmim R. foi vítima de violência sexual, por 5 homens na capital San Salvador.

Ainda que ela seja vítima de um crime brutal, as autoridades a culpam por ter tomado medicamentos abortivo. Jasmim foi descoberta após a polícia ter entrado em sua casa, por conta de outra investigação. Com medo, ela escondeu o feto embaixo da cama, mas foi achado.

A jovem, que já tem dois filhos e é responsável pelos cuidados de sua mãe, foi condenada pelo Tribunal Primeiro de Sentença de São Salvador. Neste último dia 28, sua pena foi revertida para 96 jornadas de trabalho de utilidade pública.

Em El Salvador o aborto é proibido em qualquer circunstância, ainda que a mãe corra risco de vida. O absurdo é tão grande que são condenadas, inclusive, mulheres que passaram por aborto espontâneo.

Este foi o caso de Teodora del Carmen Vásquez, em 2007. Ela foi condenada para cumprir 30 anos de prisão após passar por um aborto espontâneo no trabalho. O Tribunal optou por sua soltura em março deste ano, 11 anos depois.

A proibição do aborto é uma violação enorme nos direitos das mulheres. O capitalismo aperfeiçoou os métodos de opressão a elas, submetendo-as a condição de escravização social. Com jornadas de trabalho maiores, aumentam também suas responsabilidades, todavia seus direitos diminuem cada vez mais.

O congresso do país centro-americano é pressionado, nacional e internacionalmente, a efetuar uma reforma no Código Penal, que descriminalize o aborto, principalmente em casos de estupro, risco de vida a mãe e má formação fetal. A direita, que lá é preponderante, ignora totalmente a ideia de proporcionar direitos as mulheres. Pelo contrário, as ataca cada vez mais.