Egito é uma “prisão a céu aberto para os críticos”, segundo Anistia Internacional

A man waves an Egyptian flag in front of riot police during Eid al-Fitr celebrations on Tahrir square in Cairo

Da redação – Apesar de ser uma organização ligada a imperialismo, que deu o golpe no Egito, a Anistia Internacional foi obrigada a reconhecer que sob o general Al-Sisi não existe mais liberdade de expressão no país. Nesta quinta-feira a organização lançou uma campanha denunciando que há um ataque “sem precedentes” à liberdade de expressão no país. Quem critica o governo egípcio vai preso. A organização diz que neste momento é mais perigoso do que em qualquer outro na história recente do Egito expressar opiniões sobre o governo.

Jornalistas e humoristas estão entre os principais alvos. Pessoas estão sendo presas até por determinados comentários que fazem na Internet, sob a alegação de que ameaçam a “decência pública”. A campanha denuncia que o governo golpista do Egito está tornando crime ter opinião aprovando leis vagas que seriam para combater o terrorismo. O combate ao terrorismo também foi o pretexto para perseguir a maior organização política do país no começo do golpe, quando a Irmandade Muçulmana passou a ser considerada uma “organização terrorista” no Egito, o que constituiu a legalização de uma perseguição política generalizada.

Apesar dos tanques nas ruas em 2013, quando os militares tomaram o poder dando um golpe contra o governo de Mohamed Morsi, único presidente eleito até hoje, setores da esquerda brasileira se confundiram e saudaram o evento como uma revolução e uma vitória popular. Foi o caso do PSTU, que comemorou o golpe militar com um texto sob o seguinte título: Morsi caiu! Grande vitória da mobilização do povo egípcio!

Para compreender exatamente o que ocorreu no país, assista a Análise Internacional feita pelo companheiro Rui C. Pimenta: