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Antônio Carlos Silva

Antônio Carlos Silva

Sobre o Toninho

Militante do Partido da Causa Operária (PCO) desde as suas origens. Membro do Comitê Central do Partido, secretário Sindical e coordenador da Corrente Nacional Sindical Causa Operária.

Professor do Ensino Público do Estado de São Paulo, atua na oposição da Apeoesp.

Foi candidato a diversos cargos pelo PCO em eleições regionais e nacionais, levando a propaganda revolucionária às grandes massas.

Participa do conselho editorial do Jornal Causa Operária, do qual é colunista.

Apresenta os programas Resumo do Dia e Resumo da Semana, na Causa Operária TV. Também é âncora do programa Comando de Greve.

Mortos, EaD, "congelamento"...

Educadores são vítimas do genocídio e ataques ao ensino público

Centenas de mortos na categoria e governos genocidas não combate a pandemia, mas "socorrem" os grandes capitalistas, pressionam os professores e buscam impor o EaD e outros ataques

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Em todo o País são centenas de professores mortos pela covid-19. Alguns já no começo da pandemia por conta da demora na suspensão das aulas nas escolas de muitas das redes de Educação, evidenciando que a política criminosa dos governos e da venal imprensa capitalista que alimentaram a campanha mentirosa de que não havia riscos para o Brasil, que se tratava apenas de uma “gripezinha” etc., que semeou confusão entre a população, inclusive, entre muitos educadores.

Depois veio a falta de qualquer iniciativa efetiva no sentido de combater a pandemia. Enquanto aprovaram bilhões em recursos para “socorrer” os bancos e grandes capitalistas, os governos golpistas estabeleciam misérias para a maioria da população, exclusão de milhões até mesmo do auxílio-esmola de R$ 600 (menor até do que o valor pago em países muito mais pobres, como a República Dominicana)  e ainda tiraram proveito para aprovar medidas de ataque aos trabalhadores, permitindo demissões e congelamento dos salários dos servidores públicos (como os nossos, congelados há vários anos) até 2021.

Mesmo entre os docentes, milhares ficaram desempregados (“sem aula”), sem salários, sem ter como sustentar suas famílias.

Para o povo em geral, nada de testes em massa, nada de pesados investimentos na Saúde, nada de milhares de novas contratações, nada de melhorias nos salários e condições de trabalho dos servidores da Saúde (muitos dos quais condenados a trabalhar sem os devidos equipamentos de proteção e segurança).

Cinicamente, governos campeões mundiais em destruição da Educação e do serviço público, como os do PSDB em SP, tentaram se apresentar como defensores do SUS e fazer exclusivamente a pregação do “fique em casa”, como se essa única medida fosse capaz de impedir o avanço da pandemia.

Agora, juntos com Bolsonaro, se apressam em falar de retomada, reabertura, reabrir até as Escolas, quando estamos a caminho do pico da epidemia que pode levar nosso País, a ter mais de 100 mil mortos.

Enquanto esses governos da direita organizam o genocídio, deixam o povo morrer e fingem que estão agindo, fazem a mesma coisa na Educação. Não organizaram nada, não fizeram investimentos, não adotaram medidas preparatórias e agora, encenam a farsa do Ensino à Distância (EaD), na verdade, um plano de “Enrolação à Distância”, no qual mais uma vez procuram descarregar a responsabilidade nas costas dos professores.

Pior ainda, da mesma forma que usam a pandemia para promover um gigantesco roubo dos trabalhadores em favor das empresas capitalistas, os inimigos do ensino público, usam a situação para buscar condições para uma nova ofensiva, impondo o EaD amplamente, a fim de economizar recursos, cortar gastos com a Educação, impor uma maior privatização da Educação  etc. 

Querem seguir o exemplo do que fizeram em New Orleans (EUA), após a devastação provocada pelo Katrina, quando os Aug 30 2015 Photo by David J. Phillip - APneoliberais e os tubarões capitalistas aproveitaram para privatizar todo o sistema educacional destruído pelo furação. Como fazem agora, chamaram isso de “modernização”, de “oportunidade” e impuseram um retrocesso que como destaca o educador Tom Ulticam,  professor aposentado de física e matemática avançada, que tornou-se um estudioso do movimento de privatização:

“No entanto, a realidade é que as escolas de Nova Orleans são ineficientes, comprometem as comunidades, têm custos extremamente altos de gerenciamento e transporte e ainda estão lutando para melhorar academicamente. Eles são um exemplo triste, mas típico, de reforma educacional baseada no mercado.”

Rendemos nossas homenagens às centenas de educadores mortos em todo o País (alguns deles lembrados em imagens abaixo), mas chamamos a debater a situação em todos os lugares. A necessidade de organizar a mobilização em defesa das reivindicações de nossa categoria e de todo o povo, superando a paralisia da maioria da esquerda e das direções sindicais que – em muitos casos – paralisaram suas atividades, fecharam os sindicatos, se colocaram em “quarentena” total, abandonando os trabalhadores quando estes mais precisam de suas organizações de luta.

Aprendamos a lição de luta dos negros e do povo norte-americano, da mobilização popular que começa a se expandir também no Brasil e, com as devidas medidas de proteção, já testada e aprovadas, vamos à luta.

Ao contrário de se perder sobre um falso debate e medidas enganosas em relação ao ensino pós-pandemia, controlado pelos inimigos da Educação e aliados, nosso papel como educadores classistas, é impulsionar – junto com o povo pobre e trabalhador – a luta em defesa da vida da população, para o que é necessário se livrar dos governos genocidas, bem como por mudanças profundas na próxima etapa imediata, tais como: drástica redução do números de alunos por sala de aula (máximos de 25); instalação de equipamentos de higiene e proteção em todos os locais da escola (como elementares pias – com sabão – para lavagem das mão, recipientes com álcool em gel em todas salas, etc. contratação em massa de funcionários para limpeza e segurança nas escolas e de milhares de novos professores; “descongelamento” dos salários e reposição das perdas salariais; distribuição pelo Estado de equipamentos de informática e internet gratuita para todos os professore e alunos; distribuição de máscaras e outros equipamentos de proteção individual para professores e alunos etc.

Essas e outras medidas não serão conquistadas por meio de conversas, discursos parlamentares e inúteis ações jo judiciário golpista. O caminho é o da. luta na ruas, com as devidas medidas de precaução.

Os educadores, junto com a juventude e todos os trabalhadores, são chamados a uma nova aula, a uma nova luta, a fazer história por meio da sua mobilização.

Abaixo a farsa do EaD. Em defesa do ensino público, presencial, de qualidade e gratuito para todos, em todos os níveis.

Fora Bolsonaro e todos os golpistas

Em nome deles, lembramos a todos os professores falecidos:

Recém-nascida testa positivo para Covid-19 na Bahia; mãe tinha 28 ...
Professora Rafaela da Silva de Jesus, BA
A imagem pode conter: 1 pessoa, selfie e close-up
Professor Claudio Ferro, Itaquaquecetuba-SP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Professora de Artes morre com coronavírus após duas semanas ...
Professora Valéria Mathias Nicolini, Vitória-ES
Ex-alunos e familiares prestam homenagens a professores mortos ...
Professor Marcus Vinícius Quiroga, Copacabana, Rio de Janeiro
Professor Tikuna, que morreu por suspeita de Covid-19, é enterrado ...
Aldenor Basques Félix Gutchicü, professor e vice-cacique da comunidade Wotchimaücü, do povo Tikuna, Manaus-AM

 

 

 

Professora de 42 anos que morreu com Covid-19 não tinha problemas ...
Ana Claudia Jose Luiz, Sombrio-SC
Professora mogiana morre após ser diagnosticada com a Covid-19 | O ...
Professora Elisabete dos Santos da Silva, a “Beta”, Mogi das Cruzes-SP
Pais de professora morta por coronavírus em São Gonçalo também ...
Professora Luciara Peçanha, Niterói-RJ
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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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