Bolsonaro reclama da educação
Levantamentos mostram que os avanços na educação estão estagnados, e apontam um retrocesso. Enquanto isso, Bolsonaro reclama da educação: “horrível”. Já o MEC, culpa a crise.
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Bolsonaro e o ex-ministro Decotelli | Foto: Reprodução

Bolsonaro responde uma apoiadora representante das escolas particulares com a afirmação: “A educação está horrível no Brasil”. Ora, de quem será a culpa? A política golpista para a educação vem sucateando e desmontando o ensino público no Brasil. Bolsonaro e toda a direita preferem uma educação horrível e arquitetada para conter a mobilização popular. A fala do presidente escancara seu programa fascista. Ao mesmo tempo que cai o terceiro ministro do MEC, dados também apontam a estagnação do País na educação básica e no ensino superior.

Um levantamento produzido pelo governo federal, anunciado nesta quinta-feira (2), revela os dados do Relatório do 3° Ciclo de Monitoramento das Metas do PNE (Plano Nacional de Educação), o qual foi criado em 2014 para estipular as metas educacionais até 2024. A meta de alunos para as escolas de tempo integral era de 25% para 2019, o Brasil registrou 14,9%, com um aumento de 0,5% em relação a 2018. Vale ressaltar também, que em 2015 esses alunos chegavam a 18,7%, um retrocesso logo após o Golpe de 2016.

O ensino técnico também ficou estagnado, em 2018 eram 1.869.917 e ano passado chegarão a 1.874.974. No ensino superior as metas também estão distantes, a taxa bruta de matrícula foi de 37,4% em 2019 e 2018, e o esperado era de 50%. Entre os jovens com 15 anos ou mais, a taxa de alfabetização aumentou apenas 0,2%. Mesmo com esses dados, Antonio Vogel, secretário-executivo do MEC, insiste que o relatório não tem relação com o governo Bolsonaro. Seu argumento é culpar a crise econômica, e colocar que ela pode isentar o MEC de cumprir seu dever.

O relatório também evidencia o abismo social entre as regiões no país. No Sudeste, a cobertura de creche e de 42,5%, e no Norte e de 19,2%. Nesse setor da educação infantil, cerca de 1,5 milhão de crianças, majoritariamente de baixa renda, eram para estar incluídas nas creches de acordo com o planejamento. A meta era de 50%, mas os últimos dados mostram que no governo Temer chegava a 36%. Para piorar, os gastos públicos com a educação diminuem não coincidentemente após o Golpe. O montante de 5,6% do PIB em 2016, passou para 5,4%, em 2019. A meta era de atingir 7%.

A política levada adiante por Bolsonaro e seus aliados governadores da direita busca atender interesses que não são dos estudantes ou da comunidade escolar e universitária. E sim, da burguesia e dos tubarões capitalistas que monopolizam e lucram com a educação. Por isso, é necessário ter clareza que a educação está horrível por causa do regime burguês. Os estudantes e toda a juventude precisam se mobilizar coletivamente e organizadamente pelo “Fora Bolsonaro”. Só com um movimento combativo, e com uma intenção certeira de derrubar os fascistas que destroem a educação, muito bem representados, é possível reverter essa situação. 

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