Educação: “Brasil investe demais”, afirma o fascista Bolsonaro, para destruir o ensino público

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Da redação – Em mais um ataque ao povo brasileiro, o presidente ilegítimo eleito por uma enorme fraude, Jair Bolsonaro, se pronunciou pelo Twitter, e dessa vez a vítima dos ataques é a educação.

Segundo o serviçal do imperialismo no Brasil, o país é um dos que mais investe em educação e um dos que possui os piores resultados nos indicadores internacionais da área.

Na rede social Bolsonaro tuitou:

“Brasil gasta mais em educação em relação ao PIB que a média de países desenvolvidos. Em 2003 o MEC gastava cerca de R$30bi em Educação e em 2016, gastando 4 vezes mais, chegando a cerca de R$130 bi, ocupa as últimas posições no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA)”

Ou seja, segundo Bolsonaro, quanto mais um país investe em educação, mais ele retrocede. Veremos mais abaixo que isso é uma manipulação. Mas esse posicionamento público tem um claro objetivo: o fascista ilegítimo ataca os investimentos públicos em educação justamente para justificar a privatização do ensino e a entrega de todos os ganhos para os capitalistas, tubarões que devastam a educação, e a quem ele serve.

A imbecilidade da análise é digna de Bolsonaro e de seu ministro da educação, outro fascista, Vélez Rodriguez, incapazes de fazer um “o com um copo”, que se pronunciam sempre na superficialidade e de acordo com os interesses dos capitalistas do setor que os financiam.

Vélez é o ministro colombiano que acusou os brasileiros de serem todos ladrões e que enviou para as escolas, por correio eletrônico, a recomendação de filmarem seus alunos, menores de idade, cantando o hino nacional e citando o lema da campanha de Bolsonaro.

A reação popular a tamanho absurdo foi tão grande que o ministro paspalho foi obrigado a voltar atrás no dia seguinte.

Voltando ao tuíte do ilegítimo, Bolsonaro ignorou o último senso realizado pelo ministério da educação, em 2017, que aponta que 78,3% das escolas de educação básica (ensino fundamental e médio), fazem parte da rede pública de educação.

Isso corresponde a cerca de 145 mil escolas que servem a quase 40 milhões de estudantes.

Levando-se em conta esses números, percebemos que o Brasil investe menos de R$ 3,5 mil por ano em cada aluno, um dos piores entre os países avaliados pelo PISA.

Esses números revelam que na realidade o país encontra-se em situação de subinvestimentos na área educacional.

A situação da educação no país ficou ainda pior, após a aprovação da Emenda Constitucional do Teto de Gastos, apelidada como Emenda Constitucional da Morte, que congelou por 20 anos os investimentos no setor.

A direita e extrema-direita golpistas, incluindo Bolsonaro, claro, foram integralmente favoráveis a esse ataque à população, promovido pelo golpista Michel Temer.

Enquanto numa ponta o governo de Temer concedia isenções fiscais bilionárias a bancos e grandes empresas, na outra, austeridade e cortes em áreas de fundamental importância para a população, como educação e saúde.

O governo ilegítimo de Bolsonaro é a continuidade das políticas neoliberais iniciadas por Temer após o golpe e têm como um dos propósitos a privatização integral de todo sistema de educação e saúde do país.