BolsoLeite ameaça juventude
O governador fascista do RS anunciou que as aulas presenciais na maior parte do ensino público e privado irão voltar a partir de julho.
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Governador tucano ''BolsoLeite'', ''Leite Moça'' | Foto: Reprodução

O governador fascista do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também conhecido como ”Bolsoleite” ou ”Leite Moça”, anunciou em rede social nesta quarta-feira (3) que as aulas presenciais na maior parte do ensino público e privado do estado voltam a partir do dia 1 de julho.

Para disfarçar a brutalidade da medida que irá expôr milhares de filhos da classe trabalhadora a doença, o governo cinicamente adianta que ”haverá condições, com uma série de exigências, desde medidas de segurança sanitária até a possibilidade de redução de carga horária e do número de alunos por turmas”.

Veja o calendário proposto das etapas de volta às escolas no RS

Etapa 1– 1º de junho: Inicia o ensino remoto para todos os níveis das redes pública e privada do Estado

Etapa 2– 15 de junho: Começam aulas presenciais de cursos de Ensino Superior, pós-graduações técnicos que precisem de aulas práticas e laboratoriais, além de cursos profissionalizantes, de idiomas

Etapa 3– 1º de julho: Volta das aulas presenciais graduais e escalonadas na Educação Infantil, algumas turmas de Ensino Fundamental e último ano do Ensino Médio

Etapa 4– 3 de agosto: Níveis de ensino a retomarem aulas serão apresentados em 1º de julho

Etapa 5– 1º de setembro: Níveis de ensino a retomarem aulas serão apresentados em em 3 de agosto

Universidades empurram o Ead guela a baixo dos estudantes neste semestre

Com a possibilidade de retomada gradual das atividades no Ensino Superior a partir do dia 15 de junho – anunciado pelo governador direitista na semana passada -, algumas universidades da capital decidiram prorrogar o período de suspensão, enquanto outras optaram por manter as ridículas atividades on-line até o final deste semestre, como ”forma de prevenção ao novo coronavírus”, ao mesmo tempo que é uma investida da direita com uma extrema propaganda e pressão sobre o uso do ensino remoto, o famoso ead, que é uma forma de excluir os estudantes mais pobres das atividades, em um plano de destruição da educação já iniciado desde o golpe em 2016 e aprofundado a partir de Bolsonaro com seus ministros da educação nazistas, Ricardo Vellez e Abraham Weintraub.

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) prorrogou a suspensão das atividades até o dia 30 de junho. A Portaria nº 3.160 prevê que, em caso de necessidade, haja a possibilidade de uma nova prorrogação. Segundo a universidade, assim que for definida uma data para o retorno, a comunidade universitária será comunicada com antecedência mínima de 15 dias.

No mesmo sentido, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) decidiu manter as atividades suspensas por tempo indeterminado. ”Desde o início da situação de excepcionalidade, já começaram a ser levantados os critérios para o retorno das atividades”, afirmou em nota. Os critérios para a retomada, segundo a instituição, incluem aspectos como o posicionamento das autoridades sanitárias e dos poderes municipal, estadual e federal, a evolução das condições de espaço físico e disponibilidade de equipamentos e pessoal para manter as recomendações de distanciamento e limpeza, além de diretrizes curriculares e outras normativas.

Diferentemente da Ufrgs e da UFCSPA, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) manteve, desde o início do período de quarentena, atividades a distância. “Para evitar aglomerações e o contágio pelo coronavírus, as atividades de sala de aula se manterão no ambiente virtual até o final do primeiro semestre”, reforçou, por nota, numa justificativa para impôr o maldito EaD aos estudantes. A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) também vai manter as aulas e a maior parte das atividades e dos serviços na modalidade on-line até o final do semestre.

A UniRitter, não informou quais adaptações serão adotadas para este semestre à comunidade acadêmica. Desde o início da pandemia, a UniRitter estabeleceu um comitê multidisciplinar de gerenciamento das ações relacionadas ao tema. “Com base na divulgação do plano gradual de retomada, a instituição vem trabalhando nas adaptações do seu calendário para, em breve, comunicar à comunidade acadêmica”, reforçou, em nota.

Nada de Ead, os estudantes devem decidir sobre volta, quando for seguro

Em meio a números alarmantes da doença que só crescem, com 10.398 casos e 258 mortes apenas no estado e 33 mil mortes confirmadas nacionalmente, a pressão do governador para a retomada das aulas é influenciada por um desejo genocida por sangue dos capitalistas que estão perdendo muito dinheiro com a paralisação, afinal, não podemos esquecer que a suspensão das escolas e universidades envolvem muitos fatores econômicos, como os trabalhadores que forçados a arriscar suas vidas ao vírus não tem onde deixar seus filhos menores e são obrigados a confiar em instituições totalmente precarizadas propositalmente pela direita para futura privatização total do ensino.

Também vale mencionar a questão do Enem, que até agora não teve uma definição oficial sobre sua suspensão, com o ministro debilóide Weintraub apenas empurrando o problema com a barriga, adiando por 30 a 60 dias, uma medida totalmente inútil já que a crise sanitária não terá mudado até lá. Mas há valores envolvidos, milhões de estudantes já pagaram a taxa de inscrição e o governo certamente não tem nenhuma intenção de devolver esse dinheiro.

Sem contar a questão da máfia dos cursinhos particulares, que se alimentam da desigualdade do ensino público em relação ao privado para faturar preparando os alunos para essas provas totalmente antidemocráticas, que escondem que o ensino deveria ser para todos e não para uma casta privilegiada.

Considerando que o ensino presencial é uma ameaça a saúde física dos alunos e o ensino remoto é uma fraude, cabe ao movimento estudantil e a juventude combater esses ataques com um programa próprio. Nesse sentido, a Aliança da Juventude Revolucionário lançou um programa para combater a crise do coronavírus, a crise econômica e o governo Jair Bolsonaro.

Contém no documento 22 pontos entre eles a suspensão do ENEM durante a pandemia, a proibição de demissão de funcionários e professores das escolas e a estatização do ensino.

É pela inércia de partidos de esquerda e instituições como a UNE e a UBES que a Juventude do PCO lançou este programa.

No fim, somente os estudantes irão defender seus próprios interesses. As vias parlamentares já se mostraram – inúmeras vezes – completamente ineficientes. Logo, precisamos nos mobilizar e garantir que os estudantes tenham seus direitos assegurados. É simplesmente impossível confiar em governadores, ministros, deputados e senadores que alegadamente se preocupam com a população. Deve ficar extremamente claro que eles estão completamente à serviço da burguesia, sendo inviável a sua atuação dentro deste movimento. Finalmente, a solução da presente crise requer uma resposta revolucionária por parte, principalmente, da juventude.

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