Lula ainda está preso e só será libertado com a mobilização revolucionária dos trabalhadores

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O ex-presidente Lula já está há 222 dias preso na masmorra de Curitiba, vítima da mais implacável perseguição política desde os tempos da ditadura militar. Além da condenação de 12 anos e um mês decretada pelo inquisidor fascista Sergio Moro, devido à farsa do tríplex do Guarujá, agora Lula pode ser condenado, novamente sem provas, por uma reforma no sítio de Atibaia.

Moro provou, de uma vez por todas, que a prisão de Lula foi política e montada para que o petista não pudesse vencer as eleições, mas sim Jair Bolsonaro, candidato de Moro e dos golpistas. Assim, Moro foi premiado por seus serviços prestados ao imperialismo ao ser escolhido como Ministro da Justiça e Segurança Pública do novo governo de extrema-direita.

Há mais provas de que Moro prendeu Lula para eleger Bolsonaro e virar ministro do que de que Lula teria cometido algum dos crimes imputados a ele.

Ontem (14), na primeira vez que Lula saiu do cárcere em mais de sete meses, para prestar depoimento à escolhida de Moro para continuar a perseguição política, Gabriela Hardt, houve uma mobilização dos movimentos populares para apoiar o ex-presidente e denunciar o golpe.

Militantes do MST, da CUT, do PT e do PCO estiveram presentes de maneira combativa no ato. Também compareceram parlamentares petistas, como Gleisi Hoffmann, Paulo Pimenta e Lindbergh Farias.

Entretanto, o que mais chamou a atenção para a verdadeira luta que deve ser travada para libertar Lula foi o presidente da CUT, Vagner Freitas. Seu discurso diante da militância se apresentou muito combativo, denunciando a fraude eleitoral, dizendo em alto e bom som que Bolsonaro é um presidente ilegítimo e que deve ser derrotado pela mobilização popular.

“Todos sabem que Lula seria eleito no 1º turno, por isso está preso. Logo, fica muito claro que nós não reconhecemos o senhor Bolsonaro como presidente da República”, disse. “Vamos às ruas defender os direitos dos trabalhadores. E o principal defensor da classe trabalhadora é Lula. Por isso vamos libertar Lula, fazer caravanas com Lula pelo Brasil inteiro, defender os direitos dos trabalhadores e a democracia e colocar os fascistas no lugar deles”, continuou.

Freitas ainda afirmou que é preciso “desafiar Bolsonaro e dizer que não temos medo dele e vamos derrotá-lo nas ruas”.

Essa posição expressa pelo presidente da maior central sindical da América Latina é extremamente importante e significativa. É um chamado a todos os trabalhadores do Brasil a não reconhecerem a eleição fraudulenta do ilegítimo Jair Bolsonaro e a derrotar todos os fascistas nas ruas.

Tal posição vem ao encontro do que é proposto pelo Partido da Causa Operária (PCO). Bolsonaro foi eleito contra a vontade popular. O povo queria liberdade para Lula e que ele fosse eleito presidente da República. Prenderam Lula para impor o fascista Bolsonaro ao povo. Ele não é legítimo e deve ser combatido e derrotado nas ruas.

Somente o povo nas ruas, organizado em suas entidades de luta e com uma grande mobilização revolucionária dos trabalhadores, poderá libertar Lula, o presidente do povo, e derrubar Bolsonaro e o golpe de Estado.