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As eleições vão se aproximando e as relações entre os candidatos da burguesia vão ficando cada vez mais estreitos. É comum no ano eleitoral, cada partido lançar seu candidato e depois tratar de costurar alianças, rifar candidaturas para coligações nos estados e todo o tipo de relação suja. Tudo vale por um voto, mais ainda, tudo vale por uma cargo.

Este fenômeno político acontece com os tradicionais partidos burgueses da direita e com os partidos da esquerda pequeno-burguesa. Fernando Henrique Cardoso, diante da impopularidade geral da direita e da fraqueza do candidato tucano, Geraldo Alckmin, está procurando por Marina Silva, da Rede. FHC quer uma alternativa de “centro” que reúna todos os partidos da burguesia.

Por outro lado, os candidatos da esquerda pequeno-burguesa buscam suas alianças. O PCdoB já disse estar disposto a abrir mão de Manuela D’Ávila para apoiar Ciro Gomes. Na realidade, a candidata do PCdoB sempre foi uma ponte para o apoio a Ciro. Era uma maneira de chegar até Ciro, sem ter que romper com Lula e o PT de maneira brusca, o que geraria naturalmente uma turbulência dentro do próprio PCdoB. Agora, que Lula está preso, é “mais fácil” esquecer Lula para se aliar com o candidato direitista do PDT. Manuela inclusive declarou, mostrando todo o seu oportunismo, que poderia abrir mão de sua candidatura desde que o PT abrisse mão também. Como se os seu 1% de intenção de voto tivesse o mesmo peso dos quase 40% de Lula.

A declaração de Manuela comprova que sua candidatura nada mais é e nunca deixou de ser uma ponte para Ciro Gomes.

E enquanto a esquerda, inclusive dentro do PT, tenta deixar Lula preso e partir para o chamado “plano B” que seria Ciro Gomes, o candidato do PDT cumpre seu papel de político burguês e articula com os demais partidos burgueses como o PSB e partidos da direita mais tradicional como o PP, de Benjamin Steinbruch, vice-presidente da FIESP.

Guilherme Boulos, do PSOL, que seria o candidato mais radical, procura se apresentar como grande moderado, cheio de propostas vazias que poderiam ser apresentadas por qualquer partido burguês. Também atrás de articulações, Boulos tem o apoio de Paula Lavine, mulher de Caetano Veloso, que por sua vez apoia Ciro Gomes. Uma aliança eleitoral que começa em casa.

As eleições chegam e todos parecem cumprir seu papel de candidato: muito discurso para conseguir votos e muito oportunismo para conseguir cargos.

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