O caminho para derrotar o fascismo é o das ruas, na luta pela liberdade de Lula, e não o das urnas “viciadas”

Marcha em direção ao TSE para o registro da candidatura do pre

Passados apenas três dias das eleições mais fraudulentas de todos os tempos, os mesmos setores que, meses atrás, pressionavam o Partido dos Trabalhadores a abandonarem a candidatura de Lula e aceitarem um “plano b”, apoiando um candidato da esquerda abutre (como Ciro Gomes) ou escolhendo um candidato petista palatável ao regime, abandonando a candidatura de Lula, estão – agora – mais uma vez estimulados pela venal imprensa capitalista (tendo a frente a golpista Rede Globo) indicando que o caminho neste segundo turno das eleições é se “unir” aos setores mais reacionários que estiveram diretamente envolvidos no golpe de Estado que derrubou a President Dilma Rousseff, como o PSDB de FHC, Alckmin e Cia., sob o pretexto de que esse seria o melhor caminho para evitar o “mal maior”, a “vitória eleitoral do fascismo”no segundo turno das eleições,

Para isto estão dispostos a dizer amém a quase tudo que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) e outros setores fundamentais do regime golpista exijam, como  abandonar o limitado programa de reivindicações democráticas que apresentaram no primeiro turno; a pretexto de que seria necessário conquistar o “centro” ou mais especificamente a “centro direita” que foi atropelado eleitoralmente no primeiro turno.

Visivelmente desalentados com a falta de alternativa que representasse a luta por seus interesses, mais de 30 milhões de brasileiros, em sua imensa maioria pobres, deixaram de votar em quaisquer dos candidatos, no primeiro turno; milhões de outros forma iludidos a votarem em candidatos da “centro esquerda” da burguesia (como Ciro Gomes) e até da direita como se fossem candidatos de oposição ao regime; mas o “conselho” dos direitistas é que é preciso dar uma guinada ainda maior à direita para conquistar o suposto eleitoral da “centro direita”, que se mostrou sem voto e que, de fato, não vai apoiar o candidato do PT, de modo algum, mesmo que digam o contrário. Isso fico evidente na gigantesca fraude do processo eleitoral, que favoreceu claramente candidatos vinculados à direita, mostrando que o aparato de produção de resultados eleitorais (que como todos os negócios capitalistas esta sob o controle do grande capital imperialista) acabou favorecendo, majoritariamente, os candidatos da direita, produzindo verdadeiros “milagres” da multiplicação dos votos, como os recordes de “apoio” nas urnas aos reacionários e semi desconhecidos da população Major Olímpio, do PSL, que teve mais votos para o Senado, do que recordistas em todas as eleições da história como Suplicy, Serra, Marta, Covas etc. ou Janaína Paschoal (também do PSL) que quebrou recorde mundial de votos para assembléia estadual com mais de 2 milhões de votos, apesar de ter declarado gastos de campanha de R$ 44 mil e ser ainda hoje uma figura caricata que a maioria do povo paulista desconhece.

Como parte dessa operação cumplicidade, os sócios menores desta operação (também beneficiados pelo “milagre”), seja do “centro” ou até mesmo da esquerda pequeno burguesa não fazem uma única denuncia dessa situação fraudulenta que teve como ponto de partida decisivo, a prisão e cassação da candidatura do candidato que o povo queria votar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As concessões feitas à direita, em nada atenuaram a ofensiva que esta já vem desenvolvendo contra a população trabalhadora e a economia nacional em favor do grande capital internacional, os “donos do golpe”; esta ofensiva vai se intensificar como parte da crise geral do capitalismo e do avanço estágio de decomposição da economia nacional, facilitado pelas “reformas” golpistas. Isso, independentemente do resultado eleitoral, já que é visível que a direita avançou no controle de mecanismos centrais do regime político, por dentro e por fora das eleições.

O que a política de conciliatória, de capitulação diante da burguesia fez na primeira etapa do processo eleitoral e ameaça continuar fazendo, nesse segundo turno,, é desarmar a necessária reacção dos explorados e de suas organizações de luta. Tudo isso sob o pretexto de que é nas urnas que se pode conter o avanço da direita e obrigar os golpistas a recuarem. Isso quando já ficou provado por A + B que por dentro das instituições do regime golpista (incluindo-se as eleições) o caminho está bloqueado para uma evolução real dessa luta.

Diante das seguidas derrotas, do impeachment, das eleições 2016, da aprovação das “reformas”, da condenação fraudulenta e  prisão de Lula, da cassação de sua candidatura etc. a receita da direita, repetida pelas alas mais conciliadoras da esquerda burguesa e pequeno burguesa, foi sempre se adaptem, busquem um acordo com os golpistas, conciliem, aceitem, “virem a página”…. Esta política não produziu um único resultado positivo e só favoreceu, momentaneamente, de fato, seus defensores.

Para a classe trabalhadora e demais setores explorados, bem como para suas organizações de luta, só retrocessos, que só nua foram maiores ainda por conta da reação e da contenção à entrega total, sempre defendida pelos abutres e outros amigos da onça”. Lula mofa na cadeia há mais de seis meses, algumas das principais lideranças do PT e da luta contra o golpe, foram duramente golpeados nas eleições, os trabalhadores amargam mais de 27,5 milhões de almas desempregadas ou subempregadas, os golpistas entregam o petróleo e toda a riqueza nacional. Mas há setores da esquerda, que conseguiram salvar seus cargos que dizem que há o comemorar. E que o golpe e o fascismo podem ser detidos pelas urnas, pelos conchavos etc.

Nada poderia ser mais falso.

Milhares de pessoas foram ao longo dessa experiência concluindo de forma diversa. Mesmo que acompanhando em alguns momentos essas oscilações. É preciso preparar já a próxima etapa.

Retomar e ampliar as atividades dos comitês de luta contra o golpe.

Realizar de forma massiva, o Congresso Nacional do Povo, adiado  – indevidamente ao nosso ver – pela Frente Brasil Popular, justamente pelas pressões dos setores que pressionam por uma solução institucional, de “unidade” com setores da burguesia golpista.

O eixo dessa luta, não é a conquista de votos dos inimigos da luta dos trabalhadores, mas o da mobilização, tendo como centro a luta pela liberdade de Lula, para reforçar de forma decisiva o movimento operário e de todas as organizações populares, na luta que terá de ser travada contra o aprofundamento da ofensiva golpista (fim das aposentadorias, privatizações, cassação dos direitos democráticos, repressão, ameaça crescente de golpe militar etc.).

Para impulsionar essa perspectiva, convocar uma II Plenária Nacional de Luta Contra o Golpe e organizar uma grande Marcha à Curitiba, pela liberdade de Lula, contra o golpe e pelas reivindicações populares.