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Buscando manter sua campanha sobre a suposta normalidade do processo eleitoral mais fraudulento de todos os tempos, a Rede Globo, apresentou em seu Jornal Nacional da última segunda (dia 8) uma pequena entrevista com os dois candidatos classificados para o segundo turno das eleições presidenciais, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

A emissora, como vem fazendo toda a imprensa burguesa golpista, buscou direcionar as breves perguntas no sentido de pressionar os candidatos dos “extremos” a se comprometerem com a política do “centro”, ou seja, o respeito ao regime golpista, a defesa da farsa das eleições e das instituições atuais como se fossem democráticas, o compromisso dos candidatos em manter as medidas adotadas pelo golpe de estado contra os trabalhadores e os direitos democráticos de todo o povo etc. Ao mesmo tempo buscaram impulsionar os candidatos de alas tidas como mais radicais de seus supostos partidos e/ou grupos e forças que os apóiam.

E os dois candidatos não mediram esforços para atender à demanda da Globo e dos donos do golpe que exigem que os candidatos se curvem aos seus interesses.

No primeiro dia de sua campanha, Haddad, abriu mão de uma reivindicação colocada no programa de governo do PT – primeiro de Lula e, depois, do seus substituto, ante à capitulação da direção petista em manter a candidatura do maior líder popular até as últimas consequências e promover um enfrentamento com os golpistas. Interpelado pela Globo, o ex-prefeito de São Paulo, que já afirmou que “golpe” é uma palavra muito forte para definir a armação que derrubou a presidenta eleita por mais de 54,5 milhões de brasileiros, declarou que retirou do “seu” programa a defesa da convocação de uma Assembléia Constituinte que servisse para revogar as reformas golpistas dos últimos anos e promover uma reorganização do País, do ponto de vista dos interesses populares.

Em oposição à essa proposta bastante limitada, pois não considerava que para colocar de pé uma Constituinte que servisse aos interesses da maioria explorada do País, seria necessária uma mobilização revolucionária, e não apenas uma limitada vitória leitoral da esquerda, que criasse condições para uma mudança radical no funcionamento do Estado, o candidato petista assinalou que vai buscar promover as “reformas” que defende por meio do Congresso Nacional, esse mesmo que acaba de ser eleito com base em um processo pra lá de fraudulento e que o DIAP e outros organismos já apontaram que  deve ser o mais conservador das últimas três décadas. Desta forma, Haddad quer criar a ilusão de que supostas mudanças de interesse nacional e popular seriam aprovadas pelo congresso “renovado” em cerca de 40% apenas, que foi enxertado com elementos ultra reacionários como o dirigente do MBL, Kim Kataguiri (do MBL), o ator pornô, Alexandre Frota, os coronéis, delegados e generais eleitos na bancada bolsonarista etc, que se juntaram aos tradicionais representantes políticos das bancadas da bala, do latifúndio assassino, da bíblia etc. e outros setores submissos aos interesses dos bancos e do grande capital imperialista, inimigo do povo brasileiro.

Repetindo Boulos, com suas hilárias promessas para o “seu governo”, o candidato petista – sem explicar como – quer fazer crer que seria possível reverter minimamente os 20 anos de retrocessos, operados em dois anos de governo golpista, por exemplo, por meio de uma acordo com o Congresso nascido das eleições organizadas e fraudadas, sem a participação de Lula e com um conjunto de arbitrariedades que Haddad sequer menciona.

Na mesma linha, o capitão Bolsonaro buscou encenar uma desautorização do seu próprio vice-presidente golpista, ferrenho defensor do golpe militar e até poucas semanas atrás, segundo homem na burocracia que comanda o Exército. Bolsonaro disse que desaprova a idéia defendida por Mourão de realizar uma Constituinte sem o voto popular, para fazer retrocedes ainda mais a Constituição no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores, cassação de direitos democráticos do povo, defesa da soberania nacional, entrega da economia ao grande capital estrangeiro etc.

O abrandamento ainda maior das posições radicais de aparência dos dois candidatos, diante da cobrança da imprensa golpista, representante dos interesses do grande capital golpista, evidencia que nenhum deles representa – de fato – uma profunda oposição ao status quo do regime golpista, se mostrando dispostos a chegarem a todo tipo de acordo para conquistar um mandato presidencial.

Essa “centralização” serve aos interesses dos grandes capitalistas que se viram forçados a deixar de lado o seu “plano a” (por coincidência de Alckmin) e buscar um compromisso, ainda que sob crise e provisório, com os setores da burguesia, que se unificaram em torno da candidatura de Bolsonaro. A capitulação de Haddad, facilita as coisas também no sentido de pressionar Bolsonaro e evidencia que para os trabalhadores e suas organizações as saídas diante da crise atual, não passam pelo segundo turno das eleições presidenciais.

 

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