Com eles não. Pela liberdade de Lula, sim

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Faltando poucos dias para a realização das eleições fraudulentas, realizadas sem a participação do ex-presidente Lula, candidato que a maioria do povo quer ver na presidência da República, mantido como preso político em total afronta à Constituição Federal, a direita golpista segue firme nos seus planos de impor ao País um novo carrasco que substitua Temer no comando do Executivo para levar adiante os planos de desemprego, fome, miséria e destruição da economia nacional em favor dos interesses do imperialismo norte-americano e seus consorciados no Brasil.

Na reta final, fica ainda mais explicito o plano dos “donos do golpe” de usar as pesquisas como instrumento de indução da operação golpista de levar para o segundo turno um ou mais candidatos comprometidos com o golpe de estado e com sua política de expropriação da maioria explorada da nação (“reformas'”etc.). Assim, por exemplo, a pesquisa Ibope para presidente divulgada nesta quarta (dia 26), aponta que as intenções de voto em Bolsonaro, supostamente, teriam caído um ponto – pela primeira vez – alcançando 27%. Também no caso do segundo colocado, o candidato substituto de Lula, Fernando Haddad, teria recuado para 21%. Por sua vez, o candidato-abutre, Ciro Gomes teria crescido um ponto, chegando a 12% e o candidato predileto da direita golpista, Geraldo Alckmin, teria se mantido estacionado em 8%.

Por certo, os “analistas” da direita golpista estão dizendo nestes dias que tais pesquisas estaria sinalizando o início da curva descendente de Bolsonaro, ante a enorme acompanha que realiza contra ele, puxada pelas poderosas máquinas eleitorais e da imprensa da direita golpista e que o candidato do PT poderia estar perto de ter chegado ao ápice do potencial de transferência de votos recebidas de Lula. Seria, segundo estes “analistas” a hora do crescimento dos candidatos “do centro” (outro nome da direita), ainda que de forma tímida incialmente, teria começado.

Para impulsionar toda esta farsa – previamente preparada, desde a prisão de Lula – a direita conta com um ponto de inflexão, a campanha apoiado por setores da esquerda contra a candidatura de Bolsonaro, sob o lema do “#elenão”, que tem um único objetivo real: justificar uma suposta transferência de votos do candidato que até o momento lidera as intenções de voto (segundo as suspeitas pesquisas feitas, manipuladas e divulgadas pelas organizações golpistas) para o “escolhido” pelos golpistas.

Aqui se repete uma operação tradicional de apresentar os planos e a vontade dos setores mais poderosos da burguesia como sendo os interesses gerais da maioria da nação como se viu em outros episódios:
– Foi assim que a burguesia reacionária que apoiou a ditadura militar e derrotou a aprovação da emenda que permitia a realização de eleições direitas, em 1984, chamou a “unidade nacional” em torno da candidatura de Tancredo-Sarney, no Colégio Eleitoral da ditadura militar, que resultou no governo do presidente por anos do partido da ditadura militar, José Sarney, contra o “fantasma” de Maluf;
– Da mesma forma. burguesia paulista convocou a unidade contra o “corrupto” Maluf que havia ganho por mais 1,5 milhão de votos a eleições no primeiro turno, reeleger Mário Covas e sedimentar o comando tucano do Estado por mais de duas décadas, com os piores ataques contra os trabalhadores de todos os tempos;
– Mais recentemente, a usou a campanha nacional “contra a corrupção” para abrir caminho para o golpe de estado.
Em todas essas oportunidades, setores da esquerda endossaram esta submissão aos interesses dos grandes capitalistas, sob a ilusão de que estavam defendendo interesses comuns.
Agora, mais um vez, setores da esquerda que reforçam esta iniciativa, estão desarmando os explorados e suas organizações diante da necessária mobilização contra a fraude nas eleições, pela liberdade de Lula, contar o golpe etc.
É preciso denunciar esta operação farsesca. Apontar no sentido da mobilização independente dos trabalhadores e da juventude e de suas organizações de Lula, não apenas contra um candidato golpista, o mais frágil deles.
Nada de unidade com os golpistas. Com eles não!
Contra o golpe e pela liberdade de Lula, sim!