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sem lula e fraude
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Menos de 24 horas depois de confirmado a desistência da direção do PT de levar adiante, até o fim, a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso político há mais de 5 meses em Curitiba, diante de uma enorme pressão da direita golpista, inclusive, com ameaça do ministro do Exército, contra Lula e todo o povo brasileiro, ou seja, em uma situação de mais uma derrota dos explorados e de suas organizações diante dos golpistas, alguns setores da esquerda começaram a expressar um injustificado e excessivo otimismo eleitoral, movidos pelo desejo e embalados por supostas pesquisas eleitorais, que os grandes monopólios da imprensa golpista e os seus patrocinadores, manipulam como bem entendem, como já se comprovou à exaustão.

Essa avaliação advém da visão criativa de alguns dos “analistas” dessa esquerda, muitos dos quais “previram” que não haveria golpe (era exagero do PCO), que o impeachment seria derrotado no Congresso (“temos o PMDB” e “capacidade de articulação de Lula” etc.), que  as diretas seria aprovadas no Congresso golpista, que Lula não seria preso (lutar “contra a prisão de Lula”, era outro radicalismo do PCO), que o ex-presidente seria colocado em liberdade em poucos dias etc. e outros delírios.

Agora, a miragem consiste em “acreditar” que a direita que jogou na lata do lixo os 54,5 milhões de votos dados à presidenta Dilma, que mantém preso a maior liderança popular do País, com intenção de 60 milhões de votos (segundo as pesquisas da direita), que pisoteou na Constituição Federal, ignorou a Resolução da ONU, vai permitir que ser realizem eleições democráticas nas quais sejam possíveis a vitória de um candidato de esquerda, “alternativo” a Lula, que se apresente, em alguma medida, como a “representação de Lula”. A ilusão chega a tal ponto que alguns chegam a bradar que “a vitoria virá já no primeiro turno”. Para os que divulgam essas “teses”, é como se a situação, sabe se lá porque, tivesse melhorado, e muito, com o afastamento de Lula que, se fosse candidato, obviamente, enfrentaria enormes dificuldades para derrotar as armações que a direita buscaria impor contra sua possível vitória.

Estas “previsões”, como em todos os “erros de análises” anteriores evidenciam que tais “conclusões” não levam em conta o posicionamento da direita, do grande capital, ou seja, da luta de classes. Desconsideram que o que está em jogo não e uma mera disputa eleitoral entre candidatos e partidos e a falta de simpatia que a quase totalidades deles têm por parte da imensa maioria da população. Que estamos diante de uma guerra, na qual o imperialismo (força principal à qual se submete a burguesia nacional e seus partidos) tem enormes interesses colocados em disputa. Em outras palavras, que os que organizaram, patrocinaram e dirigiram o golpe de Estado no País não retiraram “seu time de campo”e vão aceitar que a situação seja resolvida pela “varinha mágica das eleições” que alguns imaginam que os magos esquerdistas controlam.

Os ataques contra Lula, Haddad, o PT e toda esquerda, não só não cessaram como vão se intensificar. As manobras sujas e golpistas não ter uma trégua. Pelo contrário vão se intensificar, em condições ainda mais difíceis, num jogo de cartas marcadas, na qual o “time adversário” tem o juiz comprado, entre outras armas, além de terem tirado de campo, antes do jogo, o principal craque do time e seu capitão, o qual tem capacidade para levantar a torcida e que – neste momento – não tem substituto à altura etc.

Ao lado dessas ilusões, as primeira horas sem Lula candidato, viram crescer os ataques contra os petistas, inclusive, de abutres, como Ciro Gomes (hoje no PDT), que alguns setores da esquerda mais empolgados com a situação atual (como o PCdoB) sonharam em ter como “candidato da esquerda” numa “frente ampla”.

Os milhares de ativistas que lutaram contra o golpe que derrubou a presidenta Dilma, os que seguiram na luta pela anulação do impeachment, que lutaram – realmente – contra a prisão de Lula e se mostraram dispostos a irem até as últimas consequências na defesa da liberdade do presidente e da sua candidatura presidencial, como questão central na luta contra o golpe e sua ofensiva contra os explorados, precisam encaram a tarefa de superar tais ilusões.

As eleições golpistas e fraudulentas estão dominadas, como proclamavam – acertadamente – petistas e milhares de outros militantes da esquerda: “eleições sem Lula é fraude!”. Isso não mudou. É agora mais concreto.

A questão do momento não é se inebriar com ilusões, mas debater o necessário caminho para retomar a iniciativa, reorganizar a organização e mobilização necessárias para enfrentar e derrotar os golpistas e sua fraude.

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