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A direção do Partido dos Trabalhadores, anunciou no final da tarde desta terça-feira (dia 11) a decisão de desistir dos recursos contra a cassação da candidatura à presidente da República de Luiz Inácio Lula da Silva, preso politico há mais de cinco meses na carceragem da Polícia Federal, e substituir seu nome pelo do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, na chapa presidencial.

Tal decisão apontou – mais uma vez – no sentido da aceitação das imposições dos golpistas. Uma capitulação que repete a conduta adotada diante de episódios anteriores do golpe de Estado que a direita pró-imperialista colocou em marcha nos últimos anos. Primeiro, trataram de negar a realidade, se negando a reconhecer que estava em andamento o golpe, desde a vitória da presidente Dilma Rousseff, em 2014. Alimentaram a ilusa de que se tratava de uma disputa política (“terceiro turno” etc.), afirmando que “não ia ter golpe”. Depois de intensa movimentação golpista, sem uma reação e do anúncio de uma enorme confiança nos aliados golpistas (chegaram a entregar o comando das articulações políticas do governo para o vice Temer, do MDB) e de apresentar o processo de impeachment como se fosse uma decisão pessoal do então presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, buscaram aparentar tranquilidade (nova ilusão) de que o impeachment não viria porque o governo seria salvo pelos seus aliados (entres eles o MDB) e organizaram toda a pressão para apenas “pressionar” o Congresso totalmente dominado pela direita golpista. Consumado o impeachment fraudulento, participaram de nova disseminação de ilusão. Tratava-se então de fazer os trabalhadores e a juventude crer que seria possível aprovar a antecipação das eleições (“diretas já”) o que seria feito pelo mesmo congresso que derrubou Dilma, sob as ordens do imperialismo.

Não bastasse toda essa capitulação e os claros sinais de intensificação da perseguição política contra Lula, o PT e toda a esquerda, destacadamente, com os processos fraudulentos contra o ex-presidente, e sua condenação em primeira instância, o PT se recusou a realizar uma campanha contra a prisão de Lula (com alguns de seus dirigentes chegando a criticar o PCO por sua campanha “negativa”, com o “Não à prisão de Lula”). Não foram poucos os dirigentes da esquerda que afirmaram que a direita “jamais” teria coragem de prender Lula, que Lula estaria garantido pela Lei, que havia uma maioria no judiciário contrária à prisão em segunda instância etc.

A direita não se deteve, e nunca se deterá, diante das ilusões da esquerda. Em abril passado veio o indeferimento do habeas corpus do pedido de prisão de Lula da parte do juiz fascista Sérgio Moro e do TRF-4 golpista, de Porto Alegre, e a subseqüente ordem de prisão. Milhares de pessoas se mostraram disposta a reagir à prisão ilegal e inconstitucional da maior liderança popular do País. Mais uma vez, a orientação emanada da direção foi de aceitar e buscar uma saída pelos meios legais. Inclusive, divulgando-se a falsa idéia de que o cumprimento da ordem judicial facilitaria as coisas, os recursos legais para libertar mais rapidamente o ex-presidente. Alguns chegaram a marcar data para que isso acontecesse, afirmando que, em 10 dias Lula estaria livre.  O desenlace dessa situação é conhecido.

A mobilização necessária para enfrentar essa situação nunca foi o centro dessa política. Os militantes do PT ou de fora do Partido, que, por exemplo, tomaram a inciativa nos comitês de Luta para levar adiante uma mobilização, tiveram enormes dificuldades em receber apoio para as caravanas e outras iniciativas de luta contra o impeachment, pela sua anulação, contra a prisão de Lula, pela sua liberdade etc.

A crença em sua saída por dentro das instituições do regime golpista (Congresso, judiciário etc.) e de um acordo com setores que deram o golpe, com quem setores do PT efetivaram, inclusive, alianças eleitorais, não apenas não serviu para fazer o golpe recuar “um centímetro sequer” e evitar as derrotas para os trabalhadores, como também alimentou a campanha dos setores “abutres” favoráveis a uma política de conciliação e capitulação total diante da direita golpista (“virar a página do golpe”). Estes , no caso da candidatura de Lula, estiverem sempre (de maneira clara ou dissimulada) na defesa do chamado “plano B”, do abandono da candidatura de Lula, da sua substituição etc. que agora se consuma.

Agora, a ilusão da vez, é que a direita vai deixar Haddad ganhar para que ele leve adiante o mesmo programa que Lula levaria etc. Isso em eleições que se mostram como uma farsa total, inclusive, sob a tutela das Forças Armadas, como o ministro do Exército interferindo e ditando ordens para o judiciário, partidos etc. com a cassação do candidato que detinha (segundo os institutos e a imprensa golpistas), pelo menos 60 milhões de intenções de votos.

A direita derrubou Dilma e mantém Lula preso mas, nesta verdadeira fábula, estaria disposta a permitir eleições democráticas que permitissem à esquerda chegar ao governo por outros caminhos e barrar os planos golpistas ditados pelo imperialismo. Tudo isso sem luta, sem um enfrentamento das instituições, respeitando-se as “regras” ditadas pelos golpistas. Nada poderia ser mais ilusório.

Seja qual for os desdobramentos do processo eleitoral, a questão central para os trabalhadores – que não podem viver de ilusões e de alguns cargos conquistados em eleições fraudulentas – é que para enfrentar a ofensiva que se prepara para logo em seguida ao processo eleitoral, e já neste momento, é preciso superar esta perspectiva ilusória. O caminho fundamental não é o das urnas , das eleições viciadas, é o das ruas.

Mais do que nunca, continua vigente a luta pela liberdade de Lula, contra o golpe e pela derrota dos planos dos golpistas, que precisa se fortalecer na multiplicação dos comitês de luta contra o golpe, na denuncia da farsa das eleições e no chamado à uma mobilização independente dos golpistas nas ruas.

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