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People from various social movements and union workers attend a demonstration in support of human rights and democracy at Paulista avenue in Sao Paulo financial centre, Brazil, September 15, 2015. Brazil's government announced spending cuts and tax increases totaling 65 billion reais ($16.9 billion) on Monday as it scrambles to close a budget deficit that led to a downgrade of the country's credit rating last week. The drastic cuts hit agricultural subsidies, infrastructure investments, government salaries and bonuses, as well as public health and low-cost housing programs. REUTERS/Paulo Whitaker
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Entidades populares anunciaram que será realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, no próximo domingo, 2 de setembro, nova edição do Festival Lula Livre. O evento reuniu, em sua primeira edição, mais de 50 mil pessoas, nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, dia 28 de julho, e contou com a presença de destacados artistas como Gilberto Gil e Chico Buarque.

Também estão sendo preparadas grandes manifestações para o feriado de 7 de setembro, data em que – há vários anos os movimentos populares realizam o Grito dos Excluídos.

Tais iniciativas revestem-se da maior importância, no momento em que coloca-se na ordem-do-dia para todo o ativismo de luta contra o golpe dar continuidade à combativa mobilização realizada no último dia 15, em Brasilia, quando dezenas de milhares de pessoas marcharam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apoiar o registro da candidatura presidencial do ex-preidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior liderança popular do País, que é líder disparado nas pesquisas eleitorais, expressando a profunda rejeição da imensa maioria do povo brasileiro ao regime golpista.

Diante desse apoio massivo e das pesquisas mostrarem que Lula ganharia as eleições já no primeiro turno com mais de 60 milhões de votos, a direita articula para cassar sua candidatura, pisoteando o que determina a Constituição Federal e até a resolução do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

A armação golpista é tamanha que o comando do Exército, condecorou no último dia 24, os ministros destacados no STF e TSE para perseguir e cassar Lula. O relator da negação do habeas corpus de Lula, em abril passado, Edison Fachin, e o relator do processo de cassação da candidatura de Lula, no TSE, Luís Roberto Barroso, foram agraciados com a mais alta condecoração do Exército, a mesma que foi dada ao juizeco fascista Sérgio Moro, em 2016, ano do impeachment fraudulento da presidenta Dilma.

A direita está desesperada e dividida, mas também decidida a fazer das eleições uma fraude total, sem a participação de Lula. Uma situação que reforça a necessidade de uma ampla mobilização popular contra o golpe, pela liberdade de Lula e em defesa de sua candidatura presidencial. A única capaz de enfrentar e derrotar os golpistas.

Por isso, neste domingo é hora de uma gigantesca manifestação popular na Paulista. Desde já, convocar nas fábricas, nos bairros operários, nas escolas e universidades.

Todos à Paulista. Pela liberdade de Lula, por Lula presidente, pela derrota do golpe.

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