Cresce a mobilização: ocupar Brasília dia 15

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Em todas as regiões do País, principalmente entre a juventude e os setores mais pobres da população, cresce significativamente a mobilização para o grande ato chamado para Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na próxima quarta-feira, dia 15.

Partidos de esquerda, como PT, PCO e PCdoB, comitês de luta contra o golpe, Lula livre, pela anulação do impeachment, sindicatos liderados pela CUT – principalmente – e outras “centrais”, movimentos de luta dos sem terra, da juventude, das mulheres, negros etc. preparam caravanas em direção à Brasília no que deve ser um dos maiores atos dos últimos tempos.

Nessa sexta, dia 10, colunas de ativistas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST) iniciaram a Marcha Nacional Lula Livre, divididos em três frentes, partindo das cidades de Formosa (GO), Luziânia (GO) e Engenho das Lages (DF), chegarão à Brasília no dia 14, véspera do ato nacional. A direção do MST anunciou que cinco mil camponeses de todo o Brasil participarão da Marcha.

Ainda que com enormes vacilações e confusão política da parte de direções política e sindicais da esquerda que alimentam a ilusão no processo eleitoral tal qual ele se apresenta nesse momento, como uma verdadeira fraude controlada pela burguesia para referendar um “novo” governo golpista que dê sequência à ofensiva atual contra a imensa maioria da população; em todo o País se expressa uma tendência à mobilização como parte da imensa revolta popular contra o regime golpista e a recusa em aceitar que a principal liderança popular do País, preso político do regime, não tenha seu nome inscrito e  possa participar como candidato legítimos das eleições presidenciais.

Do ponto de vista do ativismo, cresce a disposição de enfrentar a política da direita que se prepara para realizar um processo eleitoral que sirva apenas e tão somente para tentar dar alguma legitimidade a um governo que dê sequência aos ataques contra a maioria do povo para favorecer os abutres capitalistas. Isso se expressou claramente na combativa Conferência Nacional de Luta Contra o Golpe, realizada semanas atras, e se reafirma agora no anseio de uma ampla mobilização por parte do ativismo das organizações de luta dos explorados.

Com Lula, único candidato apoiado por amplas parcelas dos trabalhadores e pela juventude e suas organizações de luta, mantido como preso político e ameaçado – cada dia mais – de ficar de fora das eleições fica evidente para milhões que não estamos diante de um processo eleitoral minimamente democrático mas de uma verdadeira guerra não apenas contra Lula e o PT, mas contra todo o povo brasileiro, na qual a direita irá até as últimas consequências para manter e aprofundar o golpe de estado que teve como ato inaugural a derrubada da presidenta Dilma Rousseff.

Contra a política de aceitar as “regras” impostas pelos golpistas, é preciso enfrentar as instituições do regime e derrotar o golpe de estado. A mobilização do próximo dia 15 é um passo da maior importância nesse sentido.

A luta pela liberdade de Lula e a defesa incondicional de sua candidatura à presidência da República é, neste momento, o único caminho consequente para os trabalhadores e suas organizações diante do golpe. Qualquer concessão em sentido oposto é uma clara capitulação que será usada pela direita não apenas para buscar impor uma derrota eleitoral mas para aprofundar muito mais ainda os ataques nessa verdadeira guerra que não pode ser vendida pelos explorados e suas organizações a não ser por meio de uma mobilização revolucionária.

Na reta final da preparação da mobilização do dia 15, chamamos a todos os leitores a se inscreverem e a chamarem a todos que os cercam a engrossarem as caravanas para ocupar Brasília no dia 15 e exigir o registro da candidatura de Lula, a sua imediata libertação, o fim dos processo contra o ex-presidente e todos os presos políticos da operação lava jato e de todo o regime golpista, como armas fundamentais para colocar abaixo o golpe de estado.