Hoje, sair às ruas com a CUT pela greve geral, contra o golpe e pela liberdade de Lula

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A Central Única dos Trabalhadores (CUT), está organizando em todo o País, no dia de hoje, atos e atividades de mobilizações e paralisações contra o governo golpista de Temer e as suas “reformas”. É o chamado “Dia do Basta”, que tem o apoio de milhares de sindicatos, da Frente Brasil Popular e de muitas outras entidades de luta dos explorados de todo o País.

O retrocesso que está sendo imposto aos trabalhadores pelo regime golpista é o maior de todos os tempos. Um em cada quatro brasileiros que compõem a população economicamente ativa, está desempregado ou subempregado (vivendo de bicos). Milhares que ainda encontram um “emprego” estão sendo obrigados a trabalharem em regime de maior escravização, recebendo salários abaixo do salário mínimo, trabalhando em jornadas irregulares etc. forçados a se adaptarem à maldita reforma trabalhista do governo golpista que destrui a CLT. O País voltou a ter um enorme contigente de famintos: já são mais de 12 milhões; mesmo nível de 2006, quando este total estava em declínio acentuado; a situação agora é o inverso. Milhares de pessoas estão sendo assoladas por epidemias acometidas por doenças que estavam extintas ou sob controle no final do século passado etc. A situação enfim, é de um caos crescente diante da evolução da crise econômica e da política desastrosa para o País do regime golpista: servir aos interesses do imperialismo às custas do sacríficio da população e da destruição da economia nacional.

Essa situação, resultado direto do golpe de estado, só pode ser revertida pela derrota do golpe. Por isso, é preciso participar do “dia do basta”, para impulsionar uma grande mobilização nacional em torno de questões centrais da luta contra o golpe: a luta pela liberdade de Lula e a defesa de sua candidatura presidencial contra os golpistas.

Trata-se de buscar deixar claro para amplas parcelas da população, que as eleições fraudulentas que a direita busca realizar, sem a participação de Lula, como também à política de colaboração e entendimento com os golpistas representada pelo “plano B”, de aceitar as decisões do judiciário golpista, desistir da candidatura de Lula e apoiar outras candidaturas, não representam uma saída para os trabalhadores.

É preciso participar das mobilizações deste dia 10 fazendo  dele um “ensaio” para a  grande mobilização nacional que precisa ser feita no próximo dia 15, em Brasília, na oportunidade da entrega do pedido de registro, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República. Um dia de intensa agitação e propaganda em torno da marcha para ocupar Brasilia no dia 15, data em que dezenas de milhares de trabalhadores de Norte ao Sul do país, irão em caravanas para a Capital Federal, exigir o registro da candidatura de Lula, a única que expressa os interesses da esmagadora maioria da população brasileira contra os golpistas.

Trata-se de tirar as lições da experiência política recente que evidenciou que no atual regime golpista, resultado do golpe de estado que derrubou a presidente Dilma Rousseff, por meio de um impeachment fraudulento, nenhuma reivindicação relevante para os trabalhadores pode ser conquistada, sem uma mobilização de conjunto que enfrente e derrote as instituições golpistas.

Nas lutas contra o impeachment e na sequência nos enfrentamento com o governo golpista, ficou mais do que provado que o golpe e suas medidas não pode ser derrotado por meio de ações isoladas, medidas judiciais, mobilizações burocráticas, de aparência, conduzidas pelas direções burocráticas de organizações que não se opõe ao golpe de estado.

As consequências cada vez mais desastrosas do golpe também evidencia que sem derrotar o golpe de estado, é impossível deter a ofensiva contra a economia nacional e o povo brasileiro.

Nessas condições, é preciso adotar uma perspectiva de luta e de superar a política de realizar apenas um dia de protesto de sindicalistas, de caráter demonstrativo. É preciso avançar no sentido de uma verdadeira greve geral, uma arma necessária para unir os explorados e derrotar o golpe e todos os planos macabros dos golpistas.

Hoje, portanto, em todo o País, sair às ruas pela superação da política dos golpistas e divisionistas de fora e dentro do movimento operário. Se juntar à CUT, a principal organização de luta dos trabalhadores do Brasil, a única em condições de convocar a greve geral, realizar uma grande mobilização no “Dia do Basta” e organizar caravanas gigantescas para ocupar Brasília dia 15,  pela liberdade de Lula, por Lula presidente!