Nesta sexta, ocupar as ruas contra o golpe e pela liberdade de Lula

People from various social movements and union workers attend a demonstration in support of human rights and democracy at Paulista avenue in Sao Paulo financial centre

Nesta sexta-feira, dia 10, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), junto com milhares de sindicatos, a Frente Brasil Popular e outras entidades de luta dos explorados de todo o País, estão convocando o denominado “Dia do Basta”, um dia nacional de lutas com mobilizações e paralisações contra o governo golpista de Temer e as suas “reformas”, que atacam duramente as condições de vida dos trabalhadores e estão levando o País ao maior retrocesso de todos os tempos.

Em São Paulo, está prevista uma grande manifestação na Avenida Paulista, em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a partir das 10h.

De acordo com a CUT, há mobilizações confirmadas também em outros estados, como Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Na recente Conferência Nacional Aberta de Luta Contra o Golpe, que reuniu militantes de centenas de Comitês de todas as regiões do País, impulsionada pelo PCO e apoiada pelo PT, decidiu-se pela participação no “dia do basta”, para impulsionar uma grande mobilização nacional em torno de questões centrais da luta contra o golpe: a luta pela liberdade de Lula e a defesa de sua candidatura presidencial contra os golpistas.

Para o ativismo que se opõe às eleições fraudulentas que a direita busca realizar, sem a participação de Lula, como também à política de colaboração e entendimento com os golpistas representada pelo “plano B”, de aceitar as decisões do judiciário golpista, desistir da candidatura de Lula e apoiar outras candidaturas, esse dia 10 deve ser também o “esquenta” para a  grande mobilização nacional que precisa ser feita no próximo dia 15, em Brasília, na oportunidade da entrega do pedido de registro, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República aprovada na Convenção Nacional do PT, no último fim de semana, com o apoio incondicional do PCO e a a coligação com PCdoB e PROS.

O dia 10 deve ser, portanto, um dia de intensa agitação e propaganda em torno da marcha para ocupar Brasilia no dia 15, data em que dezenas de milhares de trabalhadores de Norte ao Sul do país, irão em caravanas para a Capital Federal, exigir o registro da candidatura de Lula, a única que expressa os interesses da esmagadora maioria da população brasileira contra os golpistas.

Esta perspectiva de luta parte, principalmente, da compreensão resultante da experiência política recente que evidenciou que no atual regime golpista, resultado do golpe de estado que derrubou a presidente Dilma Rousseff, por meio de um impeachment fraudulento, nenhuma reivindicação relevante para os trabalhadores pode ser conquistada, sem uma mobilização de conjunto que enfrente e derrote as instituições golpistas.

Isso ficou comprovado nas lutas contra o impeachment e na sequência nos enfrentamento com o governo golpista diante do congelamento dos gastos públicos, da “reforma” do ensino médio, da famigerada reforma trabalhista (que destruiu a CLT) e – ainda mais – na mobilização contra a prisão de Lula, que terminou com sua entrega para a Polícia Federal, contra a vontade de milhares de militantes.

Em todos esses, e muitos outros, episódios ficou claro que o golpe e suas medidas não pode ser derrotado por meio de ações isoladas, medidas judiciais, mobilizações burocráticas, de aparência, conduzidas pelas direções burocráticas de organizações que não se opõe ao golpe de estado.

As consequências cada vez mais desastrosas do golpe também evidencia que sem derrotar o golpe de estado, é impossível deter a ofensiva contra a economia nacional e o povo brasileiro.

Trata-se portanto de adotar uma perspectiva de luta e de superar a política de realizar apenas um dia de protesto de sindicalistas, de caráter demonstrativo. Nesse sentido,  o dia 10 de agosto deve servir também para dar um impulso para a construção da greve geral, uma arma necessária para derrotar o golpe e todos os planos macabros dos golpistas, que estão colocando no desemprego, abaixo da linha de pobreza, na fome e na miséria dezenas de milhões de brasileiros e liquidando com nossa economia para satisfazer os interesses do imperialismo, principalmente norte-americano.

Nessa mobilização é preciso também denunciar o caráter reacionário que cumprem determinados setores que “participam’ desse movimento (na aparência, pois não mobilizam ninguém) para tentar contê-lo. São organizações que apoiaram o golpe contra a presidenta Dilma e apoiam a prisão de Lula, como a Força Sindical e a Conlutas. A Força, chefiada pelo deputado golpista, “Paulinho da Força”, também presidente do Solidariedade, partido que apoia a candidatura de Geraldo Alckmin à presidência, depois de ter atuado em favor do golpe, aliada a Eduardo Cunha, Aécio Neves, Michel Temer. Já a Conlutas, minúscula “central” do PSTU, depois de se juntar à direita com seu “fora todos”, apoia a criminosa operação lava jato e quer que Lula mofe na cadeia. A busca da unidade na luta dos trabalhadores não pode impedir a denúncia desses verdadeiros “cavalos-de-Tróia”  no interior do movimento de luta dos trabalhadores.

Nesta sexta, vamos às ruas pela superação da política dos golpistas e divisionistas de fora e dentro do movimento operário e de “arregaçar as mangas”. Se juntar à CUT, a principal organização de luta dos trabalhadores do Brasil, a única em condições de convocar a greve geral e se lançar a por realizar uma grande mobilização no dia 10 de agosto pela liberdade de Lula, por Lula presidente!