O apoio incondicional do PCO: com Lula até o fim, contra o golpe. É Lula ou nada

LULA HADDAD

Encerrou-se no último domingo, o prazo para a realização das convenções partidárias, definindo-se o nome de 13 chapas de candidatos a presidente e vice-presidentes da República, em um processo eleitoral dominado pelo regime golpista que pretende fazer das eleições um processo fraudulento, sem a participação de Lula, que sirva apenas para referendar a “escolha”feita pelo imperialismo e seus servos da direita brasileira de um novo carrasco do povo brasileiro, que leve adiante política golpista de ataque ao povo brasileiro e de destruição da economia nacional em favor dos monopólios norte-americanos e consorciados.

As decisões de última hora, para eleições que estão para serem realizadas dentro de apenas 60 dias, refletem claramente a situação de aguda polarização e radicalização que tendem a se agravar ainda mais. Essa tem como raiz fundamental o golpe de estado que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, há dois anos, e que – na fase atual – tem como centro a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a decisão já tomada pelos golpistas, por cima Constituição Federal e da vontade popular, de impedi-lo de ser candidato.

Por isso mesmo, muito além de uma disputa eleitoral, o que está em questão nesse momento é a luta contra o golpe.

Diante disso, a maioria da esquerda, acompanha a direita, no que diz respeito à tentativa de enganar o povo, apresentando as eleições como uma disputa minimamente democrática, na qual estaria em disputa quem tem os melhores candidatos ou melhores programas de governo. Nada poderia ser mais falso e prejudicial à evolução política dos trabalhadores e da juventude.

É preciso dizer a verdade. Estamos diante de uma grave crise, que não poderá ser enfrentada e resolvida – do ponto de vista dos explorados – por meio das eleições fraudulentas que estão sendo organizadas. O centro da crise é o golpe que precisa ser derrotado para defender os interesses da imensa maioria do povo brasileiro.

Mais do que nunca, a questão não é apresentar projetos mirabolantes prometendo resolver esse ou aquele problema da população pobre, quando nada, absolutamente nada de importante será resolvido sem que se ponha abaixo o regime golpista dominado por entreguistas, capachos do imperialismo que estão entregando toda a riqueza nacional (do petróleo à água) e fazendo retroceder como nunca as condições de vida do povo brasileiro, para satisfazer os apetites dos tubarões imperialistas diante da crise mundial do capitalismo.

Nestas condições, na Convenção Nacional do PT, realizada no sábado (dia 4), foi ratificada a candidatura presidencial de Lula, ficando para ser anunciado o nome do candidato a vice (Fernando Haddad), no final de domingo. No encontro do PT, e em quase duas dezenas de Conferências estaduais, o Partido da Causa Operária, ratificou e explicitou sua decisão de apoiar a candidatura do ex-dirigente metalúrgico,nesse momento,  o ponto de aglutinação dos que lutam contra o golpe. Em torno da luta pela sua liberdade e na defesa de sua candidatura está estabelecida, de fato, uma verdadeira frente única de luta contra o golpe, uma vez que ele é o único com autoridade para unir esse movimento de luta contra os golpistas.

O PCO deixou claro, desde antes da Convenção do PT, que trata-se de um apoio incondicional, ou seja, que o Partido não colocou qualquer condição para apoiar Lula, não esperando e nem pedindo nada em troca; sem ganhar nada, tendo como único objetivo fazer avançar a luta contra o golpe; essencial para defender quaisquer reivindicação fundamental para os trabalhadores.

O Partido vai apoiar Lula – como fez em outras oportunidades (em 1989, quando seu grupo originário atuava como corrente interna do PT; em 1994 e 1998, já no como parte do processo de construção e fortalecimento de um verdadeiro partido dos trabalhadores, operário e revolucionário), tendo como base seu próprio programa, um programa de independência de classe que tem como eixo central a luta por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo, sem partidos burgueses, sem patrões e sem golpistas.

Nesse processo, o Partido destaca-se como representante de uma vanguarda política da luta contra o golpe, armado de um programa ainda minoritário, mas cada vez com maior apoio entre os ativistas que vêm realizando uma importante experiência política e esgotando ilusões no regime atual e na política de colaboração de classes levada adiante pela maioria da esquerda.

Com esta política o PCO chama a juventude, os trabalhadores e demais explorados a se agruparem no Partido, nos Comitês de Luta e demais organizações de luta contra o golpe para impulsionar a necessária mobilização revolucionária, nas eleições e fora delas, para libertar Lula, a marchar com Lula até o fim, proclamando em alto e bom som: é Lula ou nada!