Nas Plenárias da CUT e na Conferência Contra o Golpe: organizar a luta pela liberdade de Lula e a derrota do golpe

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Nesta sexta, dia 20, reune-se em São Paulo, na Quadra dos Bancários, a Plenária Interestadual da CUT, com sindicalistas de São Paulo e do Rio de Janeiro das centenas de sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores nesses dois estados que possuem as maiores concentrações da classe trabalhadora brasileira. Em todas as regiões do País estão sendo promovidos encontros semelhantes pela CUT.

Essas plenárias têm o objetivo declarado de preparar o Dia Nacional de Mobilização, no próximo 10 de agosto. Segundo nota da CUT-SP, “o objetivo é mobilizar as bases cutistas nos estados para a realização de um dia de luta em defesa da democracia e dos direitos trabalhistas”.

A plenária acontece na semana em que se completaram 100 dias da prisão política do ex-presidente Lula e quando já ficou evidente, como reconhece o próprio líder petista e outros dirigentes do partido que o judiciário golpista não vai colocá-lo em liberdade, a menos que haja um “levante popular”, ou seja, sem que haja uma mobilização revolucionária que enfrente as instituições do regime golpista totalmente dominadas pelos setores mais reacionários e pró-imperialistas que estão levando a economia nacional e as condições de vida da imensa maioria do povo brasileiro a um retrocesso sem precedentes na história para satisfazer as ordens e interesses do grande capital norte-americano e seus consorciados.

A prisão de Lula e os planos de impedir sua candidatura e realizar eleições fraudulentas são umas das mais importantes expressões das tendências ao aprofundamento do golpe, para intensificar os ataques contra os trabalhadores, aprovando a reforma da Previdência, privatizando o que sobrou das empresas estatais, impondo em larga escala as normas draconianas estabelecidas na “reforma” trabalhista, atacando e destruindo boa parte da organização sindical etc. Querem manter preso e impedido a maior liderança dos trabalhadores brasileiros para tentar impedir uma reação geral destes contra o golpe e suas medidas de ataque, nas eleições e, principalmente, fora delas.

Por isso as Plenárias da CUT precisam se pronunciar claramente sobre essa situação e apontar claramente no sentido de um mobilização ampla, combativa, “um levante”, pela liberdade de Lula, pela derrota do golpe e pela revogação de todas as medidas impostas pelo regime golpista.

A CUT já se pronunciou claramente, e de forma acertada, a favor da candidatura presidencial de Lula. É preciso colocar na rua a luta por garanti-la, pelos meios que forem necessários.

O golpe e seus ataques não vão ser parados com discursos e ações jurídicas. É preciso colocar em movimento a força da classe operária e de suas organizações de luta, com seus próprios métodos, dentre eles a greve geral, que só a CUT tem autoridade política para convocar e organizar.

No mesmo lugar e no dia seguinte, reune-se a Conferência Nacional Aberta de Luta Contra o Golpe, onde esses eixos acima estarão no centro dos debates e das deliberações. A direção cutista e alguns dos seus mais importantes sindicatos estarão aí representados e devem ser parte importante do esforço da Conferência para unir a esquerda classista em torno de um programa claro de luta pela liberdade de Lula e pela derrota do golpe.