Quatro dias para a Conferência que vai unificar e impulsionar a luta pela liberdade de Lula e contra o golpe

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Cem dias depois da prisão política da maior liderança popular do País, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estamos há quatro dias da realização da Conferência Nacional Aberta de Luta Contra o Golpe,  aprovada na Plenária Nacional dos Comitês de Luta Contra o Golpe, realizada no combativo ato de 1 de Maio, realizada em Curitiba, poucas semanas depois da prisão arbitrária e inconstitucional determinada pelo juiz fascista e capacho do imperialismo norte-americano, Sérgio Moro, depois que a maioria do Supremo Tribunal Federal, resolveu pisotear a Constituição Federal. e negar o habeas corpus preventivo a Lula.

Depois de mais de três meses ficou ainda mais claro o caráter reacionário e ditatorial do judiciário golpista dominado por sua ala pró-imperialista, como se evidenciou uma vez mais, na semana passada, diante da ação ilegal de Sérgio Moro, da Polícia Federal e do TRF-4 para impedir o cumprimento da liminar concedida pelo desembargador de plantão naquele órgão de segunda instância, que colocaria Lula em liberdade (ainda que provisoriamente).

O crescimento do apoio à Lula, expresso em todas as pesquisas (mesmo manipuladas) apresentadas pelos institutos e imprensa golpistas, faz crescer a polarização política e a divisão interna da burguesia, que tem enorme dificuldades de se unificar em alguma medida em torno de um candidato golpista que possa ser eleito em eleições fraudulentas para continuar a obra de destruição da economia e feroz ataque contra os trabalhadores do governo moribundo de Temer.

A divisão da burguesia  e, particularmente, no judiciário, mas também nos partidos burgueses e pequeno burgueses e de todas as instituições do regime burguês, mostram o enfrentamento de suas alas principais. Por um lado, a ala identificada com os representantes da burguesia nacional que apoiou, majoritariamente o golpe de estado que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, mas que se vê profundamente atingida pelos efeitos do regime golpista, e outra diretamente vinculada ou corrompida pelo imperialismo, que dá as cartas no regime golpista, se favorecendo diretamente da política de destruição da economia brasileira, entrega das riquezas nacionais.

Está mais que na hora de tirar proveito dessa divisão dos inimigos do povo brasileiro, dos golpistas, para dar um passo firme e importante na luta contra o golpe, na superação definitiva nas ilusões em que a crise possa ser resolvida por meio de um acordo com as instituições do regime surgido do golpe de estado que derrubou a presidenta Dilma Rousseff.

Para o ativismo classista, trata-se de enterrar de vez as manobras reacionárias a favor do chamado “plano B”, ou seja, do plano de deixar Lula mofando na cadeia e aceitar a imposição de um presidenciável de “esquerda” palatável e apoiado pelos golpistas, o candidato-abutre Ciro Gomes.

Centenas de comitês e milhares de ativistas se somaram em apoio à iniciativa da Conferência Nacional Aberta de Luta Contra o Golpe, inclusive importantes lideranças nacionais do PT, da CUT, das organizações do movimento popular, da luta da juventude, dos negros e das mulheres, além de organizações de defesa dos direitos democráticos da população.

Na reta final para a Conferência Nacional, é hora, de empenhar toda força do ativismo que luta contra o golpe nessa atividade. Unificar a esquerda em torno de um debate esclarecedor, que sirva para armar o movimento de um programa claro de luta, que seja uma ferramenta para impulsionar uma gigantesca mobilização popular contra o golpe, uma vez que as ações no judiciário e as iniciativas parlamentares – por mais importantes que possam ser – não serão capazes de substituir a luta das massas na tarefa necessária de derrotar os golpistas e impor a vontade popular: libertar Lula, derrotar o golpe e suas “reformas” e eleger Lula presidente.