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Agora, sair às ruas

A falência da política do “fica em casa”

Pela primeira vez desde o início da pandemia, o conjunto da esquerda decidiu convocar manifestações de rua. A política do "fica em casa" parece ter entrado em estado falimentar

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Passeata do ato de 1º de Maio em São Paulo – Foto: Reprodução

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A política do “fica em casa”, na qual as principais organizações do movimento operário e popular mergulharam assim que teve início a pandemia, parece ter entrado em estado falimentar. É o que indicam as decisões aprovadas pela III Plenária Nacional de Organização das Lutas Populares, realizada na última terça-feira (11).

Contando com a participação de vários agrupamentos e organizações que integram a Frente Brasil e a Frente Povo Sem Medo, a Plenária deliberou um calendário de lutas que prevê, entre outras coisas, dois atos com potencial para ter grande impacto na situação política geral. No dia 26, foi chamado um Brasília, em frente ao Congresso Nacional, em defesa das reivindicações levantadas pela CUT e demais “centrais” sindicais. No dia 29, ficou estabelecida a realização de um dia nacional de mobilizações em todo o País.

Isso significa que, pela primeira vez desde o início da pandemia, o conjunto da esquerda nacional, incluindo a CUT, o MST e várias organizações do movimento popular, decidiu convocar atos e manifestações de rua em escala nacional.

Esse fato, pouco falado e abordado durante a última semana, não pode passar despercebido. Ele consiste na manifestação mais evidente de uma mudança na política das organizações sindicais e políticas da esquerda, uma mudança que se expressa, podemos dizer, no abandono da paralisia e prostração em que se resumia a política do “fica em casa”.

O que explica essa mudança de política?

O grande fator da mudança foram os atos do dia 31 de março e, sobretudo, o de 1º de Maio, atos convocados pelo PCO  e pelos Comitês de Luta. Esses atos marcaram, com efeito, um ponto de inflexão na situação. Ambos colocaram a necessidade de sair às ruas e foram ao encontro das tendências de mobilização das massas.

Tais atos quebraram a paralisia das direções da esquerda. Quase que imediatamente, foram sucedidos por uma sequência de atos e protestos de rua. No dia 7 de maio, tivemos protesto convocado pelo MTST. O dia anterior foi marcado pelo massacre na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, acontecimento que também deu lugar a uma série de manifestações de rua, que desembocaram nos atos contra a chacina do último dia 13 de maio.

Agora, com a decisão da Plenária, a tendência do ativismo, a tendência à mobilização, começou a ganhar forma mais organizada, consolidando uma opinião a favor da mobilização de rua.

Trata-se, sem dúvida, de uma grande vitória do movimento popular em geral e do Partido da Causa Operária em particular.

O PCO, desde o início da crise sanitária, jogou todos os esforços para combater a paralisia das direções. Em primeiro lugar, o fundamental de seus recursos de agitação e propaganda foram direcionados para preparar o espírito dos setores sob sua influência a respeito da necessidade de sair às ruas. Mais importante ainda, o partido mostrou na prática o que fazer, mostrando qual o caminho a ser seguido pelo movimento de massas. Os atos e atividades de rua chamados praticamente todas semanas do ano 2020 e 2021 são uma mostra disso.

O sucesso dessa política só foi possível porque ela estava plenamente de acordo com as necessidades do povo e com a tendência de mobilização inscrita na realidade. Não é outro o motivo que explica o grande impacto político que os atos convocados pelo partido tiveram.

O longe jejum das lutas populares está sendo rompido. É preciso desenvolver e estimular as tendências de mobilização e enterrar de vez a política do “fica em casa”. Os atos do dia 23 e 26 de maio, bem como o ato do dia 3 de julho, estão aí para isso.

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