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É preciso um dia nacional de paralisação das categorias

Política direitista

Edinho Silva imita fascistas e multa manifestantes novamente

Edinho Silva irá punir as pessoas que saíram às ruas no dia 29 de maio. Numa política de total submissão à direita golpista

Edinho Silva (PT), prefeito de Araraquara – Foto: Reprodução

O prefeito de Araraquara, Edinho Silva, do Partido dos Trabalhadores, declarou que irá multar as pessoas que saíram à Praça Santa Cruz, região central da cidade, para se manifestar, no último dia 29, contra o genocídio do governo ilegítimo, por mais vacinas para a população, pela quebra de patentes da vacina e por Fora Bolsonaro. 

A punição se daria por conta de um decreto, que proíbe manifestações de rua na cidade, por conta da pandemia. O decreto está em vigor desde 31 de março, quando manifestações, chamadas principalmente pelo Partido da Causa Operária, procuraram se opor à celebração do aniversário do golpe militar de 1964, organizada pela direita e pela extrema-direita.

A proibição das manifestações de rua teriam a finalidade de conter a disseminação do coronavírus na cidade, que procurou aplicar um lockdown rigoroso, e se vangloria disso em sua propaganda, dizendo que, por conta dessas medidas, a cidade teria um controle melhor da situação da pandemia da Covid-19.

Segundo a prefeitura, a identificação dos manifestantes será feita por uma força-tarefa de fiscalização, e o valor da multa pode variar de R$ 116 a R$ 1.158 por pessoa. A prefeitura ainda faz demagogia dizendo que “toda aglomeração de pessoas estará sujeita a sanções e que todos devem continuar fazendo a sua parte para conter a circulação do vírus”.

Não seria a primeira vez que Edinho se utiliza do pretexto da pandemia para punir a população que quer exercer seu direito de se expressar politicamente contra os ataques da direita golpista. Como dito acima, o mesmo se deu no dia 31 de março, no primeiro da série de atos que têm quebrado a política da direita – adotada pela esquerda pequeno-burguesa – do “fica em casa”. Com esta medida, o prefeito petista se coloca como um dos últimos defensores, dentro da esquerda, desta política falida, cujo principal resultado foi a morte de quase 500 mil pessoas neste período de um ano e meio de pandemia.

Edinho se coloca, dessa forma, ao lado da direita golpista e da extrema-direita, que não querem, de jeito nenhum, ver o povo na rua, protestando contra o genocídio causado por eles. É preciso esclarecer, também, de uma vez por todas, que essa política de impedir que as pessoas se manifestem nas ruas não tem nenhum resultado positivo sobre o problema da pandemia. Trata-se de um atentado gratuito contra os direitos da população, que vem sendo atacada a cada dia que passa pelo governo ilegítimo de Bolsonaro. Nesse sentido, a única solução para o problema da pandemia e todos os outros relacionados com os ataques da direita golpista é sair às ruas para se manifestar.

Pressão direitista

Um outro aspecto dessa questão que deve ser destacado é a pressão que a direita exerce sobre Edinho. O prefeito de Araraquara já chegou a ser ameaçado de morte por elementos da extrema-direita através das redes sociais. Uma prática típica dos fascistas e que vem se tornando cada vez mais comum contra os parlamentares e outros políticos da esquerda. Neste último período, muitas dessas ameaças e atentados foram temas de notícias e discussão. 

A reação natural da esquerda pequeno-burguesa acovardada contra esse tipo de ameaça é, primeiramente, chamar a polícia e os órgãos de repressão para investigar e apurar o crime. A continuação disso é ceder à pressão e começar a fazer tudo que a direita quer, numa política capitulacionista que só leva à derrota e à anulação da esquerda diante da direita. Essa pressão direitista sobre Edinho é um dos elementos que o faz embarcar em ações como essa de reprimir manifestantes, muitas vezes ligados ao seu próprio partido.

Edinho provavelmente acredita que ceder a essa pressão direitista fará com que a direita não o ameace e não o ataque mais. No entanto, o resultado será exatamente o oposto. À medida que a esquerda se adapta às exigências da direita, a pressão da direita irá crescer e as ameaças e intimidações tendem a crescer.

É preciso enfrentar a direita

Nesse sentido, deve-se repudiar a ação direitistas como a que tomou Edinho e manter a política de levar o povo às ruas. Apenas essas manifestações de rua farão com que a direita retroceda e medidas como a vacina e o auxílio emergencial de um salário mínimo sejam tomadas.

É preciso que todos saiam às ruas no próximo dia 19 de junho, com suas bandeiras, por “Fora Bolsonaro” e “Lula Candidato”. A primeira onda de manifestações, do dia 29 de maio, foi gigantesca e a tendência é que as próximas sejam ainda maiores. Todos os setores devem sair e se manifestar, independente do que pensa o setor mais atrasado da esquerda pequeno-burguesa que se coloca a reboque da direita e refém da política falida do “Fique em casa”.

O PCO e os Comitês de Luta estarão novamente, junto com todos setores da esquerda e dos movimentos operários, reivindicando as pautas fundamentais deste momento. Os setores do PT não devem se intimidar pela política direitista de prefeitos, governadores e parlamentares reféns da direita golpista.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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