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É preciso um dia nacional de paralisação das categorias

Araraquara (SP)

Edinho Silva ameaça multar manifestantes do 29 de maio

Como resultado de sua aliança com a direita golpista, Edinho Silva se utiliza de medidas fascistas para impedir a mobilização pelo Fora Bolsonaro

Prefeito também mantém o corte ilegal de salários de servidores públicos municipais em greve – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Redação do DCO

Dimitri Guandalim

O prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), anunciou na imprensa que irá multar as pessoas que participaram da mobilização do dia 29 de maio na cidade. Cerca de 200 manifestantes realizaram uma passeata que saiu da Praça Santa Cruz, passou pelas ruas centrais do comércio e terminou na mesma praça.

Militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido da Causa Operária (PCO), Unidade Popular pelo Socialismo (UP), Comitê de Luta contra o Golpe de Araraquara, coletivos anarquistas, membros do movimento estudantil e independentes participaram da atividade. As palavras de ordem exigiam vacinação imediata para todos, auxílio emergencial, emprego, dissolução da polícia militar, Lula Presidente e, de forma unânime, Fora Bolsonaro.

Mais de 400 mil pessoas tomaram as ruas das capitais, cidades médias e cidades do interior para exigir o Fora Bolsonaro e denunciar o genocídio deliberado de mais de 470 mil brasileiros. Em São Paulo, a Avenida Paulista ficou lotada. Estima-se que com mais de 80 mil pessoas. Ao todo, 14 cidades do exterior registraram atos públicos.

Araraquara seguiu a tendência geral de mobilização contra o genocídio cometido pelo governo Bolsonaro e todos os governos estaduais e municipais administrados pelos golpistas (PSDB, MDB, DEM, Progressistas, Republicanos, PTB, PSL, PL). Na contramão do próprio PT, que participou dos atos no País e no exterior, o prefeito Edinho demonstrou que pretende se utilizar de todas as medidas antidemocráticas e repressivas para impedir a mobilização popular pela queda do governo Bolsonaro.

Edinho Silva já havia mostrado sua disposição de impedir a luta popular, por meio de medidas fascistas, no ato do 31 de março. Ele prometeu, em nota publicada no site da Prefeitura de Araraquara, multa e processo criminal para os manifestantes que realizaram o ato de repúdio ao golpe militar na Praça Santa Cruz e que terminou com o enfrentamento com um provocador bolsonarista. Isto é, o prefeito queria que os manifestantes ficassem em casa enquanto Bolsonaro e as Forças Armadas convocavam comemorações oficiais do golpe fascista que inaugurou 21 anos de terrorismo de Estado, censura, perseguição, tortura e imposição da miséria.

A deputada estadual Marcia Lia (PT) sofreu um processo por parte do prefeito. Seu “crime” foi gravar um vídeo de apoio à mobilização do 31 de março. Sequer a imunidade parlamentar da deputada foi respeitada. O processo é uma escandalosa violação de seu direito democrático como representante do povo garantido pela Constituição.

Nos dias anteriores ao 31 de março, Edinho decretou uma série de medidas restritivas com o pretexto de “combater a pandemia do COVID-19” e “evitar aglomerações”. Todos perceberam o caráter político das medidas, destinadas a intimidar os manifestantes e desmobilizar o ato. A questão do coronavírus não passou de uma fachada para esconder seus verdadeiros interesses políticos.

O fato é que Edinho Silva mantém uma política de aliança com a direita golpista, um modelo do que é, na prática, a política da Frente Ampla.  Seu principal aliado é o governador João Doria (PSDB), cujo apelido é BolsoDoria. Sua política de reabertura das escolas, que custou a vida de vários servidores públicos municipais, segue as mesmas diretrizes da política estadual. A direita exige que Edinho Silva desmobilize, imponha medo e intimide o movimento de luta pelo Fora Bolsonaro na cidade. Por sua vez, o prefeito cede às pressões de seus aliados. Inclusive, o prefeito cortou os salários dos servidores públicos que decretaram greve em defesa da vida e contra a volta às aulas sem vacina.

As ameaças de multa e prisão por parte do prefeito petista são medidas de tipo fascista adotadas por um governante de esquerda. A impressão que se passa é que em Araraquara não vigoram os direitos democráticos fundamentais, cláusulas pétreas da Constituição Federal, dentre eles o direito de manifestação política e liberdades de expressão e reunião. Vale destacar que o direito de protestar é sagrado e dele depende todos os demais. Quando ele não existe, o povo torna-se escravo, pois pode passar fome, sofrer com desemprego, morrer de coronavírus, esperar pela morte lenta em uma fila de espera de uma vaga na Terapia Intensiva, ser alvejado pela Polícia Militar, menos protestar e exigir condições dignas de vida.

O prefeito de Araraquara abre uma série de precedentes perigosos para a luta popular no Brasil. Abre-se uma brecha para que os governos articulem uma ofensiva contra os direitos democráticos, principalmente por parte dos bolsonaristas, que seguramente vão se utilizar do exemplo de Edinho Silva para justificar as medidas antidemocráticas que implementarem. Ou seja, se a esquerda pode, por que eles, apologistas da tortura, da perseguição política, da ditadura militar e do fascismo, não poderiam?

A esquerda, os sindicatos e os movimentos populares devem repudiar as ameaças de Edinho Silva aos manifestantes que participaram da mobilização do 29 de maio em Araraquara. Em primeiro lugar, o Partido dos Trabalhadores deve repudiar a política direitista do prefeito contra a sua própria base social e eleitoral.

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