Sanções criminosas
Bloqueio criminoso do imperialismo tem afetado brutalmente esses países, ainda mais em meio à pandemia do coronavírus, causando um estrago enorme no sistema de saúde
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Mark Weisbrot, codiretor do CEPR |

Granma* – Um grupo de economistas estadunidenses pediu ao Governo dos Estados Unidas para levantar imediatamente as medidas coercitivas unilaterais impostas a países como Venezuela, Cuba e Irã, entre outros, informou Telesur.

Os economistas destacam que a solicitação tenta evitar o aumento do número de vítimas mortais nas nações ante a situação de expansão do coronavirus (Covid-19), que já afeta a mais de 200.000 pessoas a escala mundial.
«Esta política é desmesurada e flagrantemente  contra o direito internacional. Ainda pior, agora está alimentando a epidemia de coronavirus. É imperativo que Estados Unidos levante estas sanções imorais e ilegais para permitir que Irã e Venezuela enfrentem a epidemia da maneira mais efetiva e rápida possível», expressou o professor e diretor do Centro para o Desenvolvimento Sustentável de Columbia Universidade, Jeffrey Sachs.
Sachs assinala que a única função das medidas coercitivas de EE.UU. contra estas três nações é a de «pressionar a esses governos ao induzir um sofrimento generalizado».
O chanceler de Venezuela, Jorge Arreaza através de sua conta twitter expressou seu apoio ao trabalho especial sobre o tema da pandemia do Coronavirus do Centro de Investigação Econômica e Política (CEPR).
Por sua vez, outros economistas advertem que as medidas unilaterais freiam a capacidade das nações para atender a situação da pandemia, que tem tirado a vida de mais de 9.000 pessoas.
“Não há dúvida de que as sanções têm afetado a capacidade do Irã para conter o foco, o que por sua vez provocou mais infecções e possivelmente a propagação do vírus para além das fronteiras do Irã”, declarou o codiretor do CEPR, Mark Weisbrot.
Para Dean Baker, principal economista de CEPR, a melhor ajuda humanitária que pode  prestar Washington a estes países é levantar as medidas coercitivas que na Venezuela, por exemplo, tem gerado perdas milionárias de mais de 140.000 milhões de dólares.
Também tem diminuído a capacidade para a aquisição de financiamento, insumos médicos e alimentos para atender à maioria dos venezuelanos acrescentou Baker.
“Em uma época de crise, com dezenas de milhões de pessoas nos países afetados em risco de contrair a doença e possivelmente morrer dela, a única resposta humanitária razoável é suspender as sanções até que passe a ameaça”, sentenciou o economista.
* Tradução do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba
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