Império em frangalhos
O Fundo Monetário Internacional (FMI) já declarou oficialmente que a economia global entraria em recessão durante o ano de 2020.
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O cenário é de cada vez mais incerteza entre os capitalistas. Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg |

Que a pandemia de coronavírus deixará marcas profundas na economia global, já não há mais dúvidas. A única questão que se coloca é: qual será a dimensão em que isso vai se dar?

Na última sexta-feira (27), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cada mês que um país passar mantendo uma política de isolamento por causa do coronavírus, perderá 2 pontos percentuais de seu Produto Interno Bruto (PIB). A Itália, onde foram registradas mais mortes por causa da pandemia, deu início a seu próprio isolamento há cerca de um mês. Com mais de 9 mil mortos em conta, o governo italiano afirma que ainda não superou o pico da doença. No Brasil, por outro lado, o isolamento começou, ainda que por iniciativa dos governos estaduais, há duas semanas. As perspectivas mais otimistas dão conta de que o país ainda precisará estar de quarentena até o mês de junho.

Para que se tenha ideia do impacto que o coronavírus terá no PIB dos países, observamos o caso italiano e o brasileiro. A Brasil, hoje, registra um PIB de U$ 2,056 trilhão. No primeiro mês de isolamento, portanto, perderia U$ 45,232 bilhões. Somente esse valor já é equivalente ao que o governo federal gastaria com dez anos de Programa Bolsa Família. No segundo mês, o país teria perdido U$ 44,327 bilhões. No terceiro mês, seriam U$ 43,263 bilhões. Assim, se de fato o isolamento no Brasil durar apenas três meses, o PIB terá encolhido U$ 132,82 bilhões (6,5%). Considerando que hoje o dólar valeria R$ 5, esse valor corresponderia a mais de R$ 664 bilhões.

Essa, no entanto, não é a única notícia negativa para a economia mundial. Segundo a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), a búlgara Kristalina Georgieva, a economia global no ano de 2020 entrará em uma recessão profunda. Qualquer perspectiva de recuperação, portanto, só poderá ser vista em 2021, caso a pandemia seja efetivamente combatida. Essa informação não representa nenhuma grande novidade para quem já vinha acompanhando as notícias sobre a economia, mas oficializa a preocupação da burguesia com os rumos que a crise econômica tomará. Já há consenso entre muitos economistas burgueses de que a crise gerada pelo coronavírus será muito pior do que a de 2008.

Os dados apresentados, tanto pelo FMI quanto pela OCDE, mostram que a crise econômica do capitalismo está atingindo um grau muito elevado O desemprego, por um lado, formando um gigantesco exército de reserva mundial, e a ameaça de inúmeros setores de decretarem falência, incluindo aí bancos e empresas aéreas, revelam um sistema prestes a explodir. É importante considerar, ainda, que o Banco Central do Brasil disponibilizou R$ 1,2 trilhão (uma fatia gigantesca do PIB brasileiro) para os banqueiros, ao mesmo tempo que o Banco Central dos Estados Unidos injetaram U$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 7,5 trilhão) na economia norte-americana. Tais medidas, desesperadas, estão sendo tomadas no início da crise, o que comprova a debilidade do capitalismo, que dificilmente terá fôlego para aguentar a continuidade da crise.

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