Farsa e opressão
Ensino a Distância imposto pelos governos burgueses como o Prefeito Bruno Covas em São Paulo tem como objetivo favorecer as empresas de tecnologia e telefonia, não o povo
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Sem internet jovens da periferia buscam sinal de wi-fi gratuito pelas ruas para poder estudar | Gabril Sabóia/Uol

A oferta do Ensino a distância (EAD) pelo governo municipal de São Paulo é mais uma das medidas contra o povo e contra os professores no ensino municipal. Por um lado, em muitas unidades da capital há uma enorme pressão sobre os professores, que passam por assédio moral, pressões em geral para que aulas sejam dispostas para os alunos em geral. Tal método ditatorial tem levado centena de professores a quadros de depressão e surtos psicóticos. Por outro lado as aulas ofertadas por meio de toda esta pressão, sequer atingem 10% dos alunos do ensino municipal de São Paulo. Uma grande parcela dos estudantes do Ensino de Jovens e adultos e do ensino fundamental II(6° ao 9° ano) estão em sua grande maioria impedidos de acompanhar tais aulas, exatamente por falta de recursos financeiros. De acordo com declarações dos Alunos da educação de jovens e adultos e do regular, estes se sentem angustiados por não conseguirem acessar a plataforma Google sala de aula(aplicativo colocado pela prefeitura de São Paulo), não pelo desconhecimento do download ou utilização da mídia, já que muitos professores estão os orientando, via facebook e what’s app, mas sim porque a internet não é gratuita, conforme foi divulgado anteriormente, pelo prefeito Bruno Covas.

Os alunos do ensino público precisam fazer recargas constantes ou ter wi fi; ambos gerando custos altos, pois as atividades requerem tempo para realiza-las, e assim logo acabam os créditos das operadoras e com isso o desânimo e a revolta gerados pelo ensino que deveria ser público e gratuito e agora está aumentando o lucro das empresas de telefonia móvel e internet. Mas o resultado é que milhares de estudantes abandonaram esta perspectiva de ensino, onde a maioria dos trabalhadores e suas famílias na periferia, que tem empregos informais e muitos sem nenhuma renda devido a quarentena, investem cada tostão para alimentar a família. Assim torna-se impossível “pagar” para acessar plataformas que requerem conexões on line, sem internet gratuita, tudo isso é um crime contra a população e um negócio lucrativo para os capitalistas. É necessário uma ampla campanha política e de mobilização dos sindicatos e dos trabalhadores em Educação apoiados pela população contra a farsa de EAD imposta pelos governos à classe trabalhadora de conjunto.

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