Coronavírus
Imperialismo faz acusações contra autoridades chinesas
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Lijian Zhao - vice-diretor do Departamento de Informação do Ministério de Relações Exteriores chinês | Foto: Reprodução/Twitter Lijian Zhao

Uma das principais estratégias do imperialismo para desqualificar partidos políticos de esquerda e a imprensa progressista é acusa-los de propagadores de “teorias da conspiração”.

De acordo com os ideólogos das grandes potências e seus lacaios mundo afora, denunciar as participações imperialistas em desestabilizações de governos, apoios a golpes de Estado ou nas rapinas de riquezas naturais de países periféricos seria simplesmente espalhar “teorias da conspiração”.

No entanto, ironicamente, um dos mais influentes veículos do imperialismo norte-americano, o famoso jornal New York Times, tem publicado matérias dignas daquilo que chamam de “teoria da conspiração”.

Na última quarta-feira (19/8), tendo como base um relatório feito pela tendenciosa CIA, a agência de inteligência civil do governo dos Estados Unidos, o New York Times apresentou uma matéria em que faz acusações à autoridades chinesas.

Segundo o relatório da CIA, que parece ter saído de algum grupo bolsonarista do WhatsApp, autoridades locais da província de Hubei e de Wuhan (onde surgiu a Covid-19) tentaram por semanas esconder a nova doença da liderança central do Partido Comunista. “As fontes ouvidas pelo jornal disseram que é comum que governos locais na China retenham informações de Pequim por medo de represálias”, apontou uma reportagem da Folha de S. Paulo.

Já o governo dos Estados Unidos acusa frequentemente a China de ter acobertado a doença e, posteriormente, espalhá-la pelo mundo.

Não por acaso, o presidente Donald Trump costuma chamar o coronavírus de “vírus chinês” ou “vírus de Wuhan”. Nessa mesma linha, o secretário de Estado, Mike Pompeo, diz que houve um “acobertamento comunista” da crise sanitária.

Revertendo a situação, podemos imaginar quais seriam as repercussões se um hipotético relatório da inteligência chinesa acusasse os EUA de criarem um vírus e espalhá-lo pelo planeta.

Muito provavelmente, a grande mídia brasileira traria manchetes e editoriais ridicularizando o governo de Pequim, acusando-o de “fake news”, “paranoico” e de querer desestabilizar o andamento das relações internacionais.

Articulistas como Arnaldo Jabor e Demétrio Magnoli direcionariam suas metralhadoras verborrágicas para “desmentir” os “delírios” da “China comunista”.

Nos programas de entretenimento, os chineses seriam motivos de chacotas e temas de piadas para humoristas coxinhas. Também é fácil supor as várias postagens nas redes sociais sobre a nova “teoria da conspiração” vinda da China.

Nessa mesma linha, há uma intensa campanha na imprensa global contra a vacina russa para a Covid-19 (país com uma tradição centenária na área de imunologia). Para os grandes grupos farmacêuticos, é inadmissível perder a oportunidade de lucrar milhões de dólares com a venda de vacinas.

Ironias à parte, o que a matéria do New York Times e as declarações descabidas de membros do governo norte-americano nos demonstram é a decadência do imperialismo e a necessidade de combater em todas as frentes as ascensões chinesa (no âmbito econômico) e russa (no âmbito militar) que têm colocado em xeque a atual ordem geopolítica.

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