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COMANDO DE GREVE

Atos de Bolsonaro são menores mas ainda são um perigo

Fora Bolsonaro

E se Bolsonaro cair com as mobilizações? Eleições imediatas!

As mobilizações do dia 29 mostraram que a luta só estava contida e que é o momento de derrubar Bolsonaro e não só ele, todos com golpistas com eleições imediatas!

Ato pelo fora Bolsonaro, pelas vacinas e por auxílio emergencial, na Avenida Paulista em São Paulo no dia 29 de maio – Divulgação

Não é de hoje o tema da derrubada de Jair Bolsonaro do cargo de presidente da república do Brasil. Visto que o povo brasileiro nunca gostou da figura de Bolsonaro, pois como se sabe nas próprias eleições de 2018, o candidato preferido não era Jair, mas Lula, que foi impedido de concorrer, além de preso pelo mesmo propósito golpista que colocou o fascista no poder.

Neste mesmo sentido, a campanha pelo fora Bolsonaro se iniciou muito antes do próprio ser eleito, pois o Partido da Causa Operária desde antes já avistou a campanha golpista da burguesia em não permitir de forma alguma Lula ou o PT na presidência mais uma vez, mesmo que com o risco do aprofundamento da ditadura ou do abismo que o país chegou desde a crise econômica à pandemia.

Apesar de a esquerda como um todo ter retardado a popularização da palavra de ordem – Fora Bolsonaro – com as lutas não unificadas entre as categorias e movimentos, e os trabalhadores lutando de formas isoladas, com atos e “tsunamis” da educação que como um todo lutou mais contra os ministros e contra os cortes de investimentos e orçamentos que pela própria derrubada da pasta golpista como um todo.

Além disso, parte da letargia também teve origem no paradigma da derrubada do capitão e do general, como expressada nas mobilizações pela greve geral em junho de 2019: mobilização derruba o capitão, greve geral derruba o general. O temor pela presidência de Hamilton Mourão, vice-presidente da república, foi também usado como desculpa para não lutar pelo foro Bolsonaro.

Fascista são ambos, sendo ambos defensores do mesmo programa, correspondendo, portanto, às mesmas medidas de cortes, privatizações e destruições de direitos, com a diferença que o segundo, o vice, não possui e nunca possuiu base popular, ao passo que teria muito menos articulação para impor a miséria aos trabalhadores mesmo compondo um pilar das Forças Armadas. Assim, como demonstrou a crise Boliviana na derrubada de Jeanine Añez, ao derrubar um, se derruba também o outro.

O movimento pela derrubada de Jair Messias Bolsonaro tem em seu interior a consecutiva derrubada de Mourão, pois que sem isto a classe trabalhadora não conquistaria nada material, visto que significam a mesma coisa. Porém, o movimento não deve se limitar a estes termos e aguardar as próximas eleições, deve exigir, em mesmo tom, eleições imediatas.

Ao buscarmos nem três décadas atrás, em 1994 ocorreu o mesmo episódio após a derrubada do oligarca Fernando Collor de Melo. Se o movimento contra Collor tivesse exigido eleições imediatas, Lula seria eleito e a situação política brasileira teria avançado só por não ter que passar pelo sofrimento que foi o governo de Fernando Henrique Cardoso, que praticamente destruiu o país formalizando o programa neoliberal das privatizações em massa e da fome.

Assim, ao movimento aguardar o processo eleitoral formal da burguesia, sem exigir eleições imediatas, houve tempo da classe dominante em conjunto com Itamar Franco, que foi apoiado pela esquerda de maneira errônea na época, em elaborar o Plano Real, o processo de transição para o governo FHC, tirando do páreo Lula, que teve 60% dos votos durante as pesquisas antes da eleição.

Assim como as estações do ano, hoje, Lula é novamente o candidato principal das eleições de 2022, que obviamente o país não depende estritamente para a derrubada de Bolsonaro ou do próprio golpe de Estado, primeiro pelo caráter independente do movimento, e segundo pela insuportável hecatombe que o Brasil vive com praticamente 1 milhão de mortos pelo coronavírus, desemprego, despejo e fome.

Ainda mais após os atos do último dia 29, que chacoalharam o país com mais de 500 mil manifestantes nas ruas das capitais e cidades do país durante um forte momento da pandemia, eleições gerais ou eleições imediatas antes de 2022 não estão fora de vista, e a derrubada de Bolsonaro e do golpe de Estado com Lula na presidência pode vir muito antes.

Dessa forma, o movimento pela derrubada de Bolsonaro deve decidir, de uma vez por todas, derrubar não só Bolsonaro mas o governo todo, e todos os golpistas que se alinharam a ele e que promoveram o programa genocida que assola o povo.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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