É preciso uma mobilização nacional contra a destruição do ensino público
espancada
É preciso uma mobilização nacional contra a destruição do ensino público
espancada

Intensificaram-se nos últimos dias os ataques contra o ensino público em todo o País, como parte da política do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro de promover um amplo processo de privatização dos recursos da Educação, detentora de uma mas maiores fatias dos orçamentos públicos, como resultado das lutas populares em favor da universalização do ensino básico e da ampliação das universidades públicas e vagas destinadas à população trabalhadora, em um setor amplamente dominado pelos tubarões do ensino pago.

O próprio ministro da  Educação,  o colombiano Vélez Rodríguez (foto),  veio à público ofender o povo brasileiro, chamando-o

de “canibal” e “ladrão” e defender a cobrança de mensalidades nas universidades públicas, o fim das cotas sociais nas universidades, além de declarar que a “universidade não é para todos” e defender a volta da educação moral e cívica nas escolas, como nos temos da ditadura militar de 64.

Não foram apenas palavras.

Em Brasília, o governo direitista de Ibanez (MDB), busca impor a militarização das escolas, com a qual quer transferir o controle de 40 unidades escolares para as mãos da Polícia e do Exército – repassando, inclusive, recursos às mesmas recursos muito superiores aos destinados às demais escolas. Para isso tratou de montar “assembleias” escolares, com inexpressiva presença de pais, professores e alunos, mas com farta presença de cabos eleitorais, claques e policiais, para “aprovar” esta medida, passando por cima, até mesmo, da legislação local.

Em São Paulo, a PM tucana, mais uma vez agrediu covardemente professoras em passeata de dezenas de milhares de servidores em greve contra a redução dos salários promovida pelo aumento do desconto para a Previdência, de 11 para 14%, imposto pelo governo municipal de Bruno Covas (PSDB), em votação realizada na Câmara Municipal, no dia 26 de dezembro passado, sob forte aparato repressivo que impediu o acesso dos servidores à “casa do povo”.

Em várias redes públicas estaduais e municipais, o ano letivo começou com novos ataques como o fechamento de salas de aulas, superlotação, atraso nos pagamentos, até mesmo do 130º salário de 2018, não pagamento do mísero valor do piso salarial nacional dos professores de R$ 2.557,74, a partir de 1º de janeiro de 2019.

Nas universidades públicas, federais e estaduais, a crise não para de crescer com a política de cortes de verbas. E nas escolas e universidades particulares, crescem as demissões, com o agravamento da crise econômica.

Em m muitos lugares, esta ofensiva vem sendo enfrentada em lutas parciais e locais, nas quais se manifesta uma enorme combatividade e disposição de luta dos trabalhadores da Educação e outros setores, como nos casos da greve dos servidores de São Paulo que entre na segunda semana ou da mobilização impulsionada por Educadores em Luta, junto com outros setores, contra a militarização das escolas no DF.

Mas isto não dá conta de fazer a direita recuar, barrar a ofensiva criminosa contra o ensino público e garantir o atendimento das reivindicações dos trabalhadores e dos estudantes.

O regime golpista só entende a linguagem da força e contra ele é preciso usar a força da mobilização dos trabalhadores. A direita age em todas as esferas, e precisa ser enfrentada por uma ampla mobilização, unificada dos educadores e demais setores da Educação, em todo o País.

Para tanto, uma tarefa fundamental é organizar esta luta necessária, a partir da estruturação de comitês de luta contra  Escola com Fascismo em todo o País, multiplicando-se as iniciativas já tomadas neste sentido, bem como os comitês de educadores de luta contra o golpe, por Lula Livre etc., levando-se este tipo de organização de ativistas para os sindicatos, escolas e universidades, envolvendo toda a comunidade escolar.

É preciso enfrentar a paralisia e a política de capitulação diante dos golpistas de um amplo setor da burocracia sindical, fortalecendo as oposições sindicais classistas e a frente com os setores que se colocam no terreno da luta contra o regime golpista e seus ataques contra a Educação.

É necessário também reivindicar dos sindicatos e das organizações nacionais da Educação dos trabalhadores (como a CNTE, o ANDES, FASUBRA, CUT etc.) e dos estudantes (como a UNE, UBES etc.) a convocação em caráter de emergência de uma Plenária Nacional de Luta contra a Escola com Fascismo, para organizar uma mobilização conjunta contra a ofensiva da direita e pelas reivindicações dos trabalhadores, dentre as quais: * Fim da perseguição aos professores e da ditadura nas escolas e universidades: abaixo o Escola com Fascismo; * Não à militarização das Escolas; escolas e universidades sob o controle da comunidade escolar e universitária; * Não à cobrança de taxas e mensalidades nas universidades públicas; mais verbas para a Educação, verbas públicas, somente para o ensino público:* Reposição das perdas salariais dos educadores, piso salarial de R$ 5 mil para os professores; * fim da superlotação: máximo de 25 alunos por sala de aula; * abaixo a “reforma” da Previdência e o roubo das aposentadoria; * Liberdade para Lula e todos os presos políticos; * Fora Bolsonaro e todos os golpistas.