Seguir o exemplo da AJR!
Em SP já se aprova lei para voltar às aulas, situação semelhante em Brasília. Só a mobilização, como constrói a AJR e os Comitês de Luta Estudantil, barrará o avanço da direita.
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Mobilização contra os ataques da direita a classe trabalhadora e aos estudantes | Foto: Reprodução

Na última quarta feira (5), foi aprovado o projeto de lei que estabelece as medidas para a volta das aulas presenciais no ensino municipal da capital do mais importante estado do país. A Câmara Municipal, por 32 votos a 17, propôs uma série de regras para o funcionamento das instituições de ensino da rede pública da cidade, que agora vão a sanção do prefeito Bruno Covas. O objetivo é claro: possibilitar o retorno do ensino presencial para dar continuidade ao projeto de reabertura econômica da direita. Assim como a reação necessária por parte da população:mobilizar contra a volta às aulas, com greves e manifestações.

O novo projeto não marca a data para o retorno, prevê que os alunos terão aprovação automática para o ano letivo de 2020 e permitem os pais escolherem no primeiro momento se os filhos vão ou não voltar. No entanto, elenca que uma parcela dos estudantes terá ensino em tempo integral para “recuperar” o conteúdo perdido, ou melhor, o conteúdo que não foi passado pelo ensino à distância.  Além disso, a prefeitura fica autorizada a financiar as escolas privadas em falência, comprando vagas nas instituições privadas, ou seja, trata-se de um projeto de privatização do ensino público, por meio da compra de vagas em escolas particulares.

Em primeiro lugar, as condições de higiene e saúde não serão suficientes para o retorno seguro. Por não haver nenhum combate à crise sanitária pelo governo Bolsonaro a situação continuará extremamente arriscada. Além disso, pela projeção de perda de até R$ 31 bilhões no orçamento da educação, municípios temem não ter dinheiro para a volta às aulas presenciais.

A previsão ainda está para o dia 8 de setembro, e fica claro a pressa da burguesia para conter a queda do PIB e a crise financeira para salvar seus lucros. Ao revés dos milhões que serão contaminados e dos milhares de mortos.

No Distrito Federal e em todo o País, a situação não é diferente. Até então as aulas voltarão até o final de setembro em várias escolas, inclusive com indícios de que será obrigatória a presença física dos alunos da rede pública. É a antiga tática da direita de aproximação sucessiva, avançando e testando o fervor da mobilização para fundamentar suas medidas fascistas sem grandes empecilhos.

Para fazer frente a implementação da volta às aulas e ao mesmo tempo a imposição do ensino à distância, a Aliança da Juventude Revolucionária forma comitês de luta estudantis em todo país.  Os comitês têm como principal objetivo a mobilização de toda a comunidade escolar contra os ataques da burguesia a educação. Por um lado a privatização e o sucateamento com o ensino à distância, e por outro o genocídio ocasionado com o retorno presencial. 

Não são programas diferentes, ao mesmo tempo em que a direita pretende baratear seus custos subordinando o ensino as plataformas das grandes empresas, ela anseia pelo trânsito de pessoas para sobreviver a atual crise de demanda. Por isso, os dois são implementados conjuntamente, sobre a desculpa do retorno híbrido e da não possibilidade de suspender o semestre.

As atividades que o comitê vão exatamente nesse sentido. É preciso suspender o calendário acadêmico e subordiná-lo a organização dos estudantes, em torno do governo tripartite nas escolas (alunos, professores e funcionários). Por isso, a luta é na mobilização de greves e manifestações para demonstrar o poder do movimento estudantil, para além disso, buscar a aliança com todas as categorias de trabalhadores para impulsionar a derrubada de Bolsonaro e de todos os Golpistas.

No Centro Oeste, já são três escolas em greve, o Setor Leste, e dois campus do Instituto Federal de Goiás, Águas Lindas e Itumbiara. Os estudantes não estão acessando as plataformas online e, em contrapartida, se organizam em centrais de ligação para mobilizar cada vez mais alunos. Os comitês já foram formados no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, e ambos já se movimentam para organizar mais greves e mais manifestações. Assim, a AJR encabeça o movimento em todo Brasil e busca uma greve geral contra a reabertura das escolas e pelo Fora Bolsonaro. Se tiver aula, terá piquete!

 

  

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