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É hora de agir

É preciso um amplo movimento pelo fim da polícia

É necessário organizar os trabalhadores contra a repressão policial

Tempo de Leitura: 3 Minutos

Parar barrar os massacres, apenas a mobilização – Reprodução

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Os números da chacina realizada na favela do Jacarezinho, que se tornou a maior a ser feita no estado do Rio de Janeiro, não param de crescer, deixando claro que é necessário quebrar a paralisia e mobilizar pela extinção de todo aparato de repressão do estado.

O número que era inicialmente de 15 mortos oficiais praticamente dobrou de tamanho em poucos dias, agora a polícia fala oficialmente em 28 assassinados pela operação.

A chacina ocorrida teve início na manhã desta quinta-feira, em uma operação policial denominada “Exceptis”, que tinha como pretexto “combater o tráfico de drogas”. Durante 9 horas de operação, os moradores da favela do Jacarezinho sofreram de brutal terror graças ao massacre realizado pela Polícia Civil, que estava à frente da operação.

Trabalhadores foram assassinados a tiros e facadas, dentro de suas casas, dentro do metrô e até mesmo na frente de seus familiares, sem sequer portar qualquer armamento. Os relatos dos familiares revelam os momentos de horror sofridos pelos moradores.

Após a revelação dos nomes dos assassinados, a operação policial se mostrou ainda mais criminosa. Assim, aparecem nomes de moradores como Cleiton da Silva Freitas, de 27 anos, que foram assassinados sem sequer serem investigados ou terem ficha criminal. O mesmo, por exemplo, foi assassinado a sangue-frio, após já ter sido baleado na perna, conforme o relato de sua esposa.

Já Jonas do Marco, de apenas 31 anos foi assassinado enquanto ia à padaria. Da mesma forma como o outro morador, Jonas foi assassinado ao ficar desabilitado após disparos em sua perna. Relatos dessa natureza se multiplicam, e demonstram a brutalidade da ação policial na comunidade, deixando claro que os verdadeiros criminosos eram a própria polícia.

O povo deu o recado: é nas ruas que se combate a polícia

O que foi visto na favela do Jacarezinho é realidade que sofre toda população negra, toda classe operária no Brasil de maneira incessante. Por isso, que o povo pobre e oprimido não suporta mais, e a radicalização política apenas aumenta.

A chacina que, ao mesmo tempo, visava esmagar a classe trabalhadora, serviu de impulsionador para uma onda de revoltas no estado e em todo país. Logo após o ocorrido, moradores desceram os morros no Jacarezinho em protesto contra a repressão, no dia seguinte, sexta-feira, um protesto foi realizado com marcha até a Cidade da Polícia, com a presença de moradores locais. Já no sábado, centenas de pessoas se reuniram na Avenida Paulista em São Paulo e realizaram um forte protesto contra a repressão e a ditadura golpista.

Agora, os atos não param de crescer. Um dia nacional de mobilização contra a repressão policial já foi anunciado. As mobilizações, marcadas para o dia 13, ocorrerão em todos os estados, demonstrando a profunda radicalização da população brasileira contra o regime golpista.

Assim como feito nos Estados Unidos, é preciso organizar a mobilização

A revolta popular ocorrida nos Estados Unidos, que teve como estopim a morte do trabalhador negro George Floyd pela polícia norte-americana em maio de 2020, deve ser vista como um exemplo a ser seguido. Nos Estados Unidos, milhões tomaram as ruas em protestos que durante todo o ano, confrontando a polícia, incendiando postos dos aparelhos de repressão. Por fim, também colocaram em marcha uma onda de mobilizações contra os aparatos de repressão do imperialismo norte-americano, como também impulsionaram atos em todo mundo contra a ditadura capitalista.

O que ocorre nos Estados Unidos é feito no Brasil com muito mais intensidade. No Brasil a população reprimida pelo regime golpista sofre ainda mais graças ao monopólio do armamento pelo estado. Se a classe operária norte-americana ainda tem o direito a se armar contra a ditadura, no Brasil a população é obrigada a sofrer sem ter os meios para se defender.

Além disso, ao contrário do que coloca a esquerda pequeno-burguesa, não se pode depender da justiça burguesa para defender os trabalhadores. No lugar de “pedir por justiça”, para a mesma justiça que impulsiona estas chacinas, é necessário organizar a mobilização.

Nada adianta implorar para a burguesia para que a onda brutal de repressão e assassinatos contra a população tenha um fim. O golpe de estado apenas aprofunda a ditadura no país, confiar nas instituições burguesas, as mesmas que foram responsáveis por autorizar a operação no Jacarezinho, é um atestado de falência política. É justamente por isso que é papel do movimento negro e dos movimentos populares impulsionar um grande movimento nas ruas.

É necessário organizar os trabalhadores contra a repressão policial, está na ordem do dia a organização de grupos de autodefesa da classe operária e exigir a extinção dos aparatos de repressão do estado. A defesa do armamento torna-se também uma reivindicação urgente, não apenas por ser um direito democrático, mas sim por ser um problema de sobrevivência frente a ditadura.

Com esta situação, realizar as manifestações neste dia 13 e levar uma frente uma intensa campanha será a única maneira de combater o regime golpista. O impulso deve ser aproveitado para levar a frente outras reivindicações fundamentais para a sobrevivência da classe operária. Dessa maneira, junto a campanha pela extinção dos aparatos de repressão, é necessário levantar a campanha pela vacinação e por um auxílio emergencial de no mínimo um salário mínimo. Não há como esperar, é necessário agir.

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