Contra o genocídio
Trabalhar intensamente pela paralisação total da categoria contra o crime do volta às aulas sem vacina e sem o fim da pandemia
Alexandra-Koch-Pixabay
A abertura das aulas levará a uma catástrofe humanitária de grandes proporções | Foto: Alexandra Koch/Pixabay
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A abertura das aulas levará a uma catástrofe humanitária de grandes proporções | Foto: Alexandra Koch/Pixabay

O governo do Estado de São Paulo, assim como outros, quer impor a reabertura das escolas no momento de alta da pandemia. Essa política criminosa, que atende aos interesses dos bancos e dos capitalistas do setor, vai levar a um verdadeiro genocídio, sobretudo da população mais pobre. Os professores do Estado de São Paulo, em assembleia virtual regionalizada do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) decidiram por enfrentar essa política genocida do governo e decretaram greve do ensino presencial. No entanto, é preciso radicalizar a greve e a mobilização.

O governo não se importa em transformar as escolas em verdadeiros campos de extermínio se for para atender os interesses dos capitalistas e é isso que estão fazendo, uma política de tipo fascista, extrema; que expõe a um grave risco funcionários, professores, estudantes e seus familiares diretamente, uma grande número dessas pessoas serão condenadas a morte inevitavelmente. Para barrar a política criminosa, genocida é necessário a unidade da categoria numa greve que paralise 100% de todo o trabalho, que feche as escolas.  A greve é um instrumento fundamental  para não somente reivindicar direitos, como nesse momento para proteger a vida dos profissionais da educação, dos milhões de estudantes e seus familiares, da comunidade escolar como todo.

O governo marcou o retorno das aulas presenciais para a última segunda-feira (08), nesse mesmo dia o fascista que ocupa a Secretaria da Educação, Rossieli Soares informou que 7 escolas registraram casos de infecção e tiveram que ser fechadas, isso por conta de uma semana de planejamento presencial, que o governo ditatorialmente impôs aos professores, esses são as primeiras vítimas da política genocida.

Ademais tem de se destacar que o Estado de São Paulo é o maior em número de mortes, já são mais de 50 mil mortos e quase 2 milhões de infectados. Não há testes, não há material sanitário sendo distribuído, não existe um plano de combate ao vírus, nada. O governo teve até agora foi somente a política de isolamento social feita de maneira totalmente incompetente, irresponsável e parcial, além da farsa da vacina que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) leva adiante como marketing pessoal, apresentando-se como o salvador da pátria. A vacina apresentada por Doria, além de não estar disponível para a população, é uma das mais caras e a menos eficiente de todas as apresentadas no mercado.

Com esse quadro e com os tristes exemplos resultantes da inescrupulosa política do governo, fica evidente que não há nem mesmo as mínimas condições de voltar às aulas, nem mesmo pela farsa do EaD, já que nem as escolas e nem os estudantes dispõem dos meios técnicos e tecnológicos para tal.

A greve contra a política genocida começou no último dia 08, é preciso intensificar a mobilização, criar comandos de greve em todas as escolas, realizar atos públicos, esclarecer as questões fundamentais para a população e assim ganhar a cada minuto para a greve mais companheiros do professorado que por ventura não estejam esclarecidos da greve, ganhar os trabalhadores, a comunidade para essa política: volta às aulas só com vacina e o fim da pandemia! Vacina segura para todos já!

O Partido da Causa Operária (PCO) começou os comandos e o trabalho de esclarecimento com professores, estudantes e a comunidade. O Partido prepara ainda um novo programa na grade da Causa Operária TV no Youtube, o programa Comando de Greve, com Antonio Carlos Silva, da direção nacional do PCO e coordenador da corrente de oposição na APEOESP, Educadores em Luta. O programa Comando de Greve, todos os dias às 20 horas, discutirá e informará os principais acontecimentos desta que tende a ser uma das mais importantes greves da categoria.

É preciso impulsionar a luta dos trabalhadores. A corrente Educadores em Luta estará trabalhando ativamente, visitando escolas, discutindo com a comunidade, impulsionando a mobilização dos trabalhadores. Na próxima assembleia é preciso superar as limitações da mobilização e aprovar a greve total da categoria, ainda nesse momento em que outros setores da educação, como os servidores da cidade de São Paulo, (Sinpeem e outros sindicatos de servidores) tendem a se mobilizar e paralisar. Constituir assim uma unidade histórica dos trabalhadores do Estado com os da capital e de muitas outras cidades que irão certamente aderir a mobilização contra o governo criminoso e genocida.

Assim como Bolsonaro, Doria e muitos outros elementos da direita dita civilizada mostraram que são tão ou até mais prejudiciais à vida da população que Bolsonaro, realizam uma verdadeira cruzada a serviço dos bancos, mesmo que custe a vida de de um sem número de pessoas, nesse sentido a luta dos professores ganha ainda o caráter de ser uma luta contra o conjunto da burguesia golpista.

Volta às aulas somente com o fim da pandemia e com vacina segura para todos! Fora Bolsonaro, fora Bolso-Doria e todos os golpistas genocidas e inimigos da educação.

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