Mobilizar já!
“Científicos” e “comunistas” se unem na ameaça a estudantes, educadores pela retomada das aulas presenciais. É preciso uma ação enérgica contra este ataque à população
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São Paulo SP- 13 08 2019- Ato na Paulista contra corte na educação estudantes,professores,sindicatos e sociedade civil protestam na avenida Paulista. foto Paulo Pinto/Fotos Publicas
Manifestação contra cortes na educação em 2019. Mobilizações devem ser retomadas | Foto Paulo Pinto/Fotos Publicas

Cresce em todo o País, a urgência do regime político no sentido de impor o retorno às aulas presenciais, programadas para ocorrer em meio ao surto descontrolado de contágios e óbitos pelo Covid-19, que já matou pelo menos 90 mil brasileiros. Tais medidas, beneficiam diretamente a burguesia e representam uma grave ameaça à população. Segundo a Fiocruz, cerca de 9,3 milhões de crianças e jovens em idade escolar (entre 3 e 17 anos) convivem com adultos e idosos portadores de comorbidades tais como diabetes, doenças cardiovasculares e pulmonares. “Se tomarmos como referência a taxa de letalidade observada no país, isso pode representar 35 mil óbitos”, diz a nota do instituto para uma simulação envolvendo uma parcela inferior a 10% deste total (900 mil idosos e adultos) necessitando de tratamento intensivo.

Contra as evidências da gravidade do retorno às aulas, o governo do Amazonas divulgou uma típica pesquisa farsesca que, sem nenhuma surpresa, coincide com a opinião da burguesia e aponta que 97,14% dos professores aprovam a volta às aulas. Claro que é absurdo. A capital, Manaus, governada pelo “científico” Arthur Virgílio (PSDB), as escolas particulares já funcionam desde o dia 6 de julho. As escolas públicas são esperadas para reabrir no dia 10 deste mês. Contudo, a cidade amanheceu na segunda-feira (3) sob protesto dos professores, que realizaram uma marcha contra a reabertura das escolas. 

Governado não por um científico mas um “comunista”, o Maranhão de Flávio Dino (PCdoB), autorizou a reabertura das escolas particulares. Na capital, São Luís, praticamente todas da rede privada a retomaram as atividades presenciais. Além do Maranhão, oito estados e o Distrito Federal estão se articulando pela reabertura das escolas privadas. São eles Acre,  Alagoas, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. Além destes estados, a prefeitura do Rio de Janeiro havia autorizado a reabertura das escolas particulares na última segunda-feira, que acabou não se concretizando em razão da greve convocada pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio). E aqui temos o exemplo da forma mais segura de garantir que este ataque criminoso seja barrado.

As greves dos estudantes do DF contra as arbitrariedades do também “científico” governador Ibaneis (MDB), obrigaram o governo a sucessivos recuos. A campanha contrária levou os alunos do Centro de Ensino Médio Setor Leste a se mobilizarem, em uma campanha que envolve inclusive o enfrentamento de alguns pais reacionários, contrários às greve e que, segundo relato dos participantes, tem feito ameaças contra os jovens, que incluem a expulsão de casa. Ainda assim, a determinação dos estudantes do DF irradiou a ponto de estudantes do Instituto Federal de Goiás (IFG), do campus de Itumbiara, começarem sua agitação em apoio ao movimento grevista.

Em diversas localidades, a proposição de ações judiciais foram mais uma vez tentadas porém só alguém que não viveu no Brasil durante a última década, particularmente após o Golpe de 16, pode ter qualquer expectativa quanto a terceirização da luta. Por outro lado, a experiência dos estudantes do DF e a movimentação dos professores do Rio e de Manaus são exemplos que precisam ser seguidos e apoiados.

Nesse sentido, as categorias dos estudantes e educadores devem também pressionar as organizações de caráter nacional a fomentarem uma mobilização que levante todo o País na luta contra a retomada das aulas em meio à pandemia. UNE e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) precisam se mobilizar em defesa de uma greve geral de estudantes e educadores contra o retorno às aulas presenciais no País, pela suspensão do calendário acadêmico até que as condições sanitárias sejam plenas ao desenvolvimento das atividades regulares na educação.

Não há qualquer interesse da direita com a educação da população brasileira, o que pode ser medido pelos constantes ataques orçamentários que o setor sofre. Há apenas interesses de ordem econômica e que em nada coincidem com os interesses de educadores e estudantes, daí a necessidade cada vez maior de uma mobilização que aproveite a disposição de luta para derrubar esta grave ameaça contra a saúde e a vida da população.

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