Barrar a ofensiva da direita
Despejos estão cada vez mais comuns na cidade e no campo. São realizados pelo judiciário golpista e a PM, mas também pelos latifundiários e especuladores e é preciso impedir
despejo
Trabalhadores impedindo uma reintegração de posse | Imagem: reprodução

A direita está se aproveitando de um total recuo da esquerda e das organizações dos trabalhadores como sindicatos e movimentos sociais para realizar grandes ataques contra muitos direitos conquistados.

Uma grande ofensiva da extrema direita está se dando no campo e na cidade com várias ordens de despejo concedidas pelo judiciário e executadas por governadores com a ação da polícia militar. E a pandemia está facilitando esse processo de reintegração de posse em todo o país devido ao sumiço das organizações que representam os trabalhadores e a total falta de “resistência” dessas organizações.

Seja no campo ou na cidade, os despejos estão ocorrendo com pouca ou nenhuma tentativa de impedir na prática. Há alguma resistência das famílias do local, que em geral ficam isoladas e abandonadas por suas organizações e pela esquerda.

Esse cenário de ofensiva da direita se dá diante da falta de respostas a esse avanço, incluindo a aprovação de projetos de lei que impedem os despejos durante a pandemia.

Já passou da hora de dar uma resposta ao judiciário, a polícia militar e aos latifundiários, grileiros de terra e especuladores imobiliários que estão ameaçando e jogando milhares de famílias que vivem em ocupações nas ruas em meio a situação mais grave da pandemia de coronavírus.

Os despejos devem ser denunciados entre toda a população, juntamente com os nomes desses elementos que querem cometer esse crime contra os trabalhadores. Materiais de campanha, como panfletos, cartazes e carro de som devem passar pelos locais denunciando e convocando a população a impedir os despejos.

As organizações de esquerda, incluindo partidos políticos, devem ajudar a organizar a população e criar meios de impedir os despejos. Criar barreiras, fechar rodovias e vias públicas, impedir a destruição dos bens e convocar toda a população e os militantes da esquerda a estarem no local no dia do despejo para impedir essa medida criminosa.

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