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Movimento Estudantil

É preciso organizar a juventude para derrubar o governo na rua

Política dos estudantes deve ser levada às manifestações, junto dos trabalhadores e sem a presença dos elementos da direita

BRASÍLIA: Bateria Zumbi dos Palmares conta com ativa participação da juventude – Foto: Reprodução

As recentes mobilizações realizadas no País têm colocado a necessidade de impulsionar ainda mais essa movimentação nas ruas pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas. Após um ano de pandemia e somando 500 mil mortos, o conjunto da esquerda finalmente decidiu sair de casa. Diante desse panorama, é necessária uma ampla campanha dos setores de juventude para organizar gigantescos atos daqui para frente.

Durante o ano passado, a política adotada pelas principais organizações estudantis foi totalmente conivente com a política defendida pela direita golpista. A campanha pela volta às aulas e pela implementação brutal do Ensino à Distância (EAD), encabeçadas pela burguesia, não contaram com nenhuma resistência por parte do movimento estudantil. O que se viu foram medidas paliativas, de contenção de danos e, principalmente, de desmobilização dos estudantes. Para o problema da volta às aulas nas escolas, a campanha da esquerda era para que essas aulas fossem feitas com segurança, com distanciamento, uso de máscara e todo tipo de enrolação para fazer crer que seria possível colocar em sala de aula novamente os milhões de estudantes do País. Curiosamente, essa era a mesma política adotada por João Doria, governador de São Paulo, um dos pioneiros na campanha pela volta às aulas. No caso do EAD, a medida irrisória era de disponibilizar tablets e chips de internet para os alunos mais pobres, o que obviamente não teve sucesso algum.

A União Nacional dos Estudantes (UNE), maior e mais importante organização estudantil do País, esteve à frente dessa política direitista, de assinar embaixo os ataques promovidos pela burguesia golpista. Ainda mais grave, no entanto, é o fato de terem ficado o tempo todo sem mobilizar em momento algum a base dos estudantes. O caso da UNE é só um exemplo de uma situação generalizada no resto do movimento estudantil, nos grêmios, nos DCEs e nos centros acadêmicos em geral.

Após um ano de total paralisia, esses setores estudantis ficaram finalmente motivados a fazer alguma coisa, o que não é necessariamente algo positivo. No caso em questão, essas mesmas organizações foram para Brasília pelo “super impeachment” de Bolsonaro. A reunião de proposta do “super impeachment” foi realizada na semana passada e contou com a ilustre presença de elementos da extrema-direita, como Joice Hasselmann e Alexandre Frota, Kim Kataguiri, do MBL. Para esse tipo de barbaridade política, as organizações estudantis se movimentam. É o que tem acontecido nos últimos anos, onde a esquerda sempre atua à reboque da direita.

Ontem (30), foi realizado um ato em Brasília que contou inclusive com caravanas dos estudantes, coisa que não se via há tempos. O impeachment com a presença do ator pornô Frota deve tê-los deixados mais excitados. Contudo, esse caminho acompanhado da direita só vai levar o movimento das ruas ao fracasso. É preciso ter cem mil vezes mais disposição para organizar a juventude, fazendo plenárias, convocando para os atos e realizando um congresso democrático da UNE. O congresso, marcado para este mês de julho vai ser realizado online, sem uma ampla participação dos estudantes e abrindo margem para manter a mesma direção e a mesma política direitista.

É necessário ampliar a participação da juventude nos atos, que deve ser convocada e exercer seu papel histórico de vanguarda dos movimentos. Os estudantes devem se organizar pela base, com a formação dos comitês de luta estudantil e levar adiante a luta por um congresso democrático na UNE, com a participação em massa dos estudantes. A luta pela derrubada do governo Bolsonaro deve ser travada pela aliança entre os trabalhadores e os estudantes, sem nenhuma participação da direita e seus elementos que participaram ativamente do golpe de 2016 e trabalham para a burguesia para aplicar um novo golpe nos trabalhadores, retomando o controle do regime político para as mãos da direita tradicional.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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