É preciso mobilizar professores e estudantes para derrotar o Escola Com Fascismo

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O programa Escola com Fascismo, que a direita para enganar a população usa o termo “Escola Sem Partido” (ESP), segue sua jornada rumo à aprovação pelo governo do igualmente presidente fascista Jair Bolsonaro. A direita assombra o País com esse programa desde o golpe do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, passando pelo governo impopular de Temer agora coroado com o fascista Bolsonaro.

A deputada Bia Kicis (PSL – DF) elaborou a chamada versão 2.0 do ESP. Nessa apresentação da deputada, o projeto foi o que mais se assemelha com a versão original, apresentada ainda em 2014. Assim, depois de idas e vindas; arquivamentos e desarquivamentos, o projeto se apresenta da sua forma mais truculenta e reacionária contra a população pobre e trabalhadora que frequenta as escolas.

Para título de comparação e maior compreensão do que está em jogo nesse avanço fascista sobre as escolas, o projeto permite gravações aleatórias das aulas com o intuito expresso de perseguição de estudantes e professores. O projeto de Nagib do ESP é a primeira versão, em seguida, menciona-se a atual versão de Bia Kicis. Veja-se:

O que diz o projeto 2.0 de Miguel Nagib (ESP):

“Art. 7º. As escolas que não realizarem ou não disponibilizarem as gravações das aulas deverão assegurar aos estudantes o direito de gravá-las, a fim de permitir a melhor absorção do conteúdo ministrado e de viabilizar o pleno exercício do direito dos pais ou responsáveis de ter ciência do processo pedagógico e avaliar a qualidade dos serviços prestados pela escola.”

O que muda no “novo” projeto da deputada Bia Kicis (PSL/DF):

“Art. 7º É assegurado aos estudantes o direito de gravar as aulas, a fim de permitir a melhor absorção do conteúdo ministrado e de viabilizar o pleno exercício do direito dos pais ou responsáveis de ter ciência do processo pedagógico e avaliar a qualidade dos serviços prestados pela escola.”

A direita fascista que está no poder se esforça por destruir as intenções minimamente progressistas da sociedade. Querem criar uma sociedade de delatores, em que todos vigiam todos, assim, fica todo mundo perseguido e à mercê da justiça fascista de um governo que mantém presos políticos, como José Dirceu e Lula, ou seja, uma justiça controlada contra à população.

É preciso uma imediata reação dos professores e das entidades de classe contra esse ataque fascista contra as escolas. Chamamos, de maneira mais aberta e incisiva, a APEOESP, que é o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, pois é o maior sindicato da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da América Latina.

Com a força da APEOESP e da CUT, de modo a alavancar a luta contra a ESP do governo do fascista Jair Bolsonaro, esse enfrentamento tende a se espalhar pelos demais sindicatos da educação distribuídos pelo Brasil. A luta deve começar a partir desse mês de fevereiro, com a antecipação da assembleia dos professores, para a derrota dos fascistas que estão armando as garras contra as escolas dos filhos e filhas da classe trabalhadora.